{"id":2685,"date":"2023-08-16T19:29:35","date_gmt":"2023-08-16T22:29:35","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ufal.br\/055385505d\/?p=2685"},"modified":"2023-08-17T00:03:37","modified_gmt":"2023-08-17T03:03:37","slug":"bienal-cinco-criancas-dao-vozes-a-roda-de-conversa-sobre-racismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/bienal-cinco-criancas-dao-vozes-a-roda-de-conversa-sobre-racismo\/","title":{"rendered":"Crian\u00e7as d\u00e3o vozes ao racismo em roda de conversa sobre o tema na Bienal"},"content":{"rendered":"<div style=\"margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;\" class=\"sharethis-inline-share-buttons\" ><\/div>\n<p><em>Alice, Dandara, Ilda Cecilia, Jheneffer e Alexsandro s\u00e3o as vozes protagonistas no combate ao racismo no evento<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Janaina Farias \u2013 jornalista com fotos de Mitchel Leonardo<\/em><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ufal.br\/055385505d\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-8-11.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2686\" style=\"width:366px;height:244px\" width=\"366\" height=\"244\" srcset=\"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-8-11.jpg 1200w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-8-11-700x467.jpg 700w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-8-11-768x512.jpg 768w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-8-11-660x440.jpg 660w\" sizes=\"auto, (max-width: 366px) 100vw, 366px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cinco crian\u00e7as d\u00e3o vozes \u00e0 roda de conversa sobre racismo<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Uma mesa representada por crian\u00e7as falando de racismo, tanto para os pequenos quanto para os adultos. Assim foi o encontro delas na Roda de Conversa sobre <em>Crian\u00e7as e Inf\u00e2ncias Invis\u00edveis<\/em> nesta quarta-feira (16), na Bienal Internacional do Livro de Alagoas com Alice, Dandara, Ilda Cecilia, Jheneffer e Alexsandro. A mesa foi mediada pela presidente do Observat\u00f3rio Estadual de Pol\u00edticas para a Promo\u00e7\u00e3o da Igualdade Racial, Ar\u00edsia Barros.<\/p>\n\n\n\n<p>Ar\u00edsia explicou que a mesa buscou discutir quest\u00f5es da inf\u00e2ncia de crian\u00e7as invis\u00edveis que, segundo ela, s\u00e3o aquelas que est\u00e3o na escola e que fazem parte de uma religi\u00e3o de matriz africana, por exemplo. \u201cS\u00e3o crian\u00e7as quilombolas, crian\u00e7as que s\u00e3o invis\u00edveis socialmente. Quando o racismo \u00e9 internalizado, entra no processo e constrange a vida dessas crian\u00e7as\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>A mesa contou com crian\u00e7as de matriz africana, de terreiro e quilombola, e chamou aten\u00e7\u00e3o para Alice, uma das integrantes da roda de conversa, pelo fato de ela n\u00e3o se perceber branca.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAlice tem pele clara, mas n\u00e3o se diz branca. Alice que \u00e9 de classe m\u00e9dia, estuda no col\u00e9gio Santa \u00darsula e discute junto conosco a quest\u00e3o do racismo. Resolvemos trazer Alice para a mesa para fazer esse contraponto, contribuindo com o evento, em dar vozes as crian\u00e7as e palco para elas soltarem suas vozes dentro de uma Bienal. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 pintar, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 ler hist\u00f3ria e, sim, discutir tamb\u00e9m\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"800\" data-id=\"2695\" src=\"https:\/\/sites.ufal.br\/055385505d\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-5-20-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2695\" srcset=\"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-5-20-1.jpg 1200w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-5-20-1-700x467.jpg 700w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-5-20-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-5-20-1-660x440.jpg 660w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cinco crian\u00e7as d\u00e3o vozes \u00e0 roda de conversa sobre racismo<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>Ar\u00edsia enfatizou o contraponto, ao afirmar que o racismo precisa ser trabalhado com brancos e n\u00e3o com pretos. \u201cA gente n\u00e3o trabalha a quest\u00e3o do racismo com pretos e pretas porque o racismo n\u00e3o \u00e9 problema de pretos e pretas, \u00e9 problema de brancos, \u00e9 o branco quem cria. Nossa inten\u00e7\u00e3o \u00e9 criar uma rede de crian\u00e7as que discutem sobre o racismo. A gente n\u00e3o tem isso. As crian\u00e7as ouvem falar do racismo ou quando sentem na pele ou quando as escolas acham que \u00e9 o m\u00eas para falar. O combate ao racismo \u00e9 uma coisa constante\u201d, refletiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Participaram da mesa de conversa estudantes do munic\u00edpio de Teot\u00f4nio Vilela e de escolas privadas como o Col\u00e9gio Santa \u00darsula, al\u00e9m do p\u00fablico em geral. A estudante do Santa \u00darsula, Sofia Brand\u00e3o, disse que \u00e9 importante aprender e est\u00e1 por dentro desse assunto. Segundo ela, a tem\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 abordada de forma correta.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ufal.br\/055385505d\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-3-24-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2701\" style=\"width:392px;height:261px\" width=\"392\" height=\"261\" srcset=\"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-3-24-1.jpg 1200w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-3-24-1-700x467.jpg 700w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-3-24-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-3-24-1-660x440.jpg 660w\" sizes=\"auto, (max-width: 392px) 100vw, 392px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A jornalista Ar\u00edsia Barros<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>\u201cSempre \u00e9 bom a gente estar por dentro desse assunto, porque, infelizmente, ainda hoje, \u00e9 uma tem\u00e1tica que n\u00e3o \u00e9 abordada de forma correta. \u00c9 importante abolir falas preconceituosas e quebrar esses tabus. As pessoas precisam de respeito\u201d, salientou a aluna.<\/p>\n\n\n\n<p>Falando por experi\u00eancia pr\u00f3pria, a integrante da roda de conversa, Ilda Cecilia, de apenas 9 anos, trouxe ao p\u00fablico uma mensagem de combate \u00e0 intoler\u00e2ncia religiosa: \u201cA intoler\u00e2ncia religiosa tem que acabar, tem que acabar o preconceito nas escolas. Muitos colegas falam porque meu pai \u00e9 negro, \u00e9 da religi\u00e3o, somos todos da religi\u00e3o, dizem que meu pai \u00e9 um macaco. [Ficam] Dizendo que a gente vai fazer macumba. Eu fico triste porque sei que meu pai n\u00e3o \u00e9 nada disso. Tudo que a gente quer \u00e9 respeito\u201d, lamentou a menina.<\/p>\n\n\n\n<p>A m\u00e3e da menina Ilda Cec\u00edlia completou: \u201cA gente s\u00f3 quer o respeito. A gente quer passar com nossa roupa branca, com o nosso turbante na cabe\u00e7a sem que ningu\u00e9m reclame, ou diga, \u2018<em>t\u00e1 repreendido\u2019<\/em>. A gente n\u00e3o cultua o Satan\u00e1s. A gente n\u00e3o cultua eles, a gente precisa de paz, de amor ao pr\u00f3ximo, estamos precisando mais de respeito, de aten\u00e7\u00e3o\u201d, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tradu\u00e7\u00e3o em L\u00edngua Brasileira de Sinais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Inovando em diversos aspectos, a mesa que reuniu crian\u00e7as falando sobre racismo tamb\u00e9m contou com a tradu\u00e7\u00e3o de L\u00edngua Brasileira de Sinais (Libras) realizadas por profissionais da rede municipal de educa\u00e7\u00e3o de Macei\u00f3. A t\u00e9cnica da forma\u00e7\u00e3o, Ednilza Cabral, explicou que o momento merecia essa tradu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ufal.br\/055385505d\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-8-11-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2696\" style=\"width:388px;height:259px\" width=\"388\" height=\"259\" srcset=\"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-8-11-1.jpg 1200w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-8-11-1-700x467.jpg 700w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-8-11-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-8-11-1-660x440.jpg 660w\" sizes=\"auto, (max-width: 388px) 100vw, 388px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Mesa contou com tradu\u00e7\u00e3o em Libras<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>\u201cPela import\u00e2ncia da diversidade, temos alunos com essas necessidades. \u00c9 essencial que a l\u00edngua de sinais seja oficializada dentro do contexto escolar. E nada como fazer isso hoje, a partir de um grupo de estudantes\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a t\u00e9cnica, vem crescendo a cada ano o n\u00famero de alunos que necessita dessa aten\u00e7\u00e3o especial. \u201cA l\u00edngua de sinais se faz necess\u00e1ria para al\u00e9m dos alunos que t\u00eam a necessidade dela\u201d, contou a t\u00e9cnica ao relatar que a rede municipal de educa\u00e7\u00e3o tem dado apoio ao Observat\u00f3rio Estadual de Pol\u00edticas para Promo\u00e7\u00e3o da Igualdade Racial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desvendando o racismo a partir do Letramento Racial<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00faltima segunda-feira (14), na sala Ipioca, foi realizada, em parceria com a Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o, a palestra: <em>Desvendando o racismo a partir do Letramento Racial<\/em>, uma proposta para ampliar a tem\u00e1tica para dentro do contexto curricular.<\/p>\n\n\n\n<p>Ednilza explicou que a rede busca uma educa\u00e7\u00e3o antirracista e por isso visa trabalhar no contexto curricular. \u201cSabemos que o racismo \u00e9 negado constantemente. E a escola \u00e9 um espa\u00e7o onde o racismo acontece. H\u00e1 uma nega\u00e7\u00e3o daquilo que \u00e9 real. Ent\u00e3o as pessoas come\u00e7am a achar que as brincadeiras estereotipadas s\u00e3o coisas naturais e n\u00e3o s\u00e3o. A rede j\u00e1 iniciou esse trabalho de combate ao racismo junto \u00e0s escolas\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"800\" data-id=\"2697\" src=\"https:\/\/sites.ufal.br\/055385505d\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-6-17-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2697\" srcset=\"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-6-17-1.jpg 1200w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-6-17-1-700x467.jpg 700w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-6-17-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-6-17-1-660x440.jpg 660w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cinco crian\u00e7as d\u00e3o vozes \u00e0 roda de conversa sobre racismo<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"800\" data-id=\"2699\" src=\"https:\/\/sites.ufal.br\/055385505d\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-2-21-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2699\" srcset=\"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-2-21-1.jpg 1200w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-2-21-1-700x467.jpg 700w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-2-21-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-2-21-1-660x440.jpg 660w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cinco crian\u00e7as d\u00e3o vozes \u00e0 roda de conversa sobre racismo<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"800\" data-id=\"2698\" src=\"https:\/\/sites.ufal.br\/055385505d\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-4-23-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2698\" srcset=\"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-4-23-1.jpg 1200w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-4-23-1-700x467.jpg 700w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-4-23-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-4-23-1-660x440.jpg 660w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cinco crian\u00e7as d\u00e3o vozes \u00e0 roda de conversa sobre racismo<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"800\" data-id=\"2700\" 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