{"id":3258,"date":"2023-08-19T19:32:45","date_gmt":"2023-08-19T22:32:45","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ufal.br\/055385505d\/?p=3258"},"modified":"2023-08-19T19:32:50","modified_gmt":"2023-08-19T22:32:50","slug":"pesquisadoras-promovem-mesa-redonda-sobre-a-multiplicidade-africana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/pesquisadoras-promovem-mesa-redonda-sobre-a-multiplicidade-africana\/","title":{"rendered":"Pesquisadoras promovem mesa-redonda sobre a multiplicidade africana"},"content":{"rendered":"<div style=\"margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;\" class=\"sharethis-inline-share-buttons\" ><\/div>\n<p><em>Encontro trouxe os olhares liter\u00e1rios das \u00c1fricas presentes nas obras de Mia Couto, Chimamanda Ngozi Adichie e Alain Mabanckou<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Sandra Peixoto &#8211; jornalista com fotos de Mitchel Leonardo<\/em><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ufal.br\/055385505d\/wp-content\/uploads\/C440388.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3259\" style=\"width:433px;height:289px\" width=\"433\" height=\"289\" srcset=\"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/C440388.jpg 1200w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/C440388-700x467.jpg 700w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/C440388-768x512.jpg 768w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/C440388-660x440.jpg 660w\" sizes=\"auto, (max-width: 433px) 100vw, 433px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A professora Izabel Brand\u00e3o [echarpe laranja] durante mesa-redonda sobre a multiplicidade africana<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><em>As \u00c1fricas s\u00e3o muitas, mas todas caminham para uma unidade<\/em>. Inspirada nesta frase de Antonio Olinto, escritor e antigo diplomata brasileiro, a 10\u00aa Bienal Internacional do Livro de Alagoas promoveu, na \u00faltima sexta-feira (18), a mesa-redonda <em>Muitas s\u00e3o as \u00c1fricas<\/em>, com as docentes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Maria Gabriela Costa, Ros\u00e1ria Ribeiro e Izabel Brand\u00e3o. O debate foi moderado por Alice Guedes e Clara Freire, do Programa de Educa\u00e7\u00e3o Tutorial dos cursos de Letras da Ufal.<\/p>\n\n\n\n<p>A mesa trouxe olhares liter\u00e1rios contempor\u00e2neos para debater a \u00c1frica presente nas obras do mo\u00e7ambicano Mia Couto, em l\u00edngua portuguesa; da nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, em l\u00edngua inglesa; e do congol\u00eas Alain Mabanckou, de l\u00edngua francesa.<\/p>\n\n\n\n<p>As moderadoras explicaram que as na\u00e7\u00f5es africanas procuram a sua unidade, tanto em cada territ\u00f3rio quanto no continente, em um processo que busca o resgate da hist\u00f3ria cortado pelo colonialismo; uma reafricaniza\u00e7\u00e3o. As obras discutidas na mesa trazem quest\u00f5es sociol\u00f3gicas plurais dos pa\u00edses africanos e como a vis\u00e3o vai mudando a depender das viv\u00eancias e compreens\u00f5es dos leitores, surgem muitas &#8220;\u00c1fricas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Debates<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As obras do mo\u00e7ambicano Mia Couto foram apresentadas por Gabriela Costa, professora aposentada da Faculdade de Letras \u2013 Portugu\u00eas, da Ufal. Bacharela em Filologia Rom\u00e2nica pela Universidade de Luanda, com \u00eanfase em L\u00edngua e Literatura Francesas, mestre em Literatura Brasileira pela Ufal e doutora em Tecnologia de Concentra\u00e7\u00e3o em Literatura, ela foi criada na Angola, veio ao Brasil para fugir da guerra.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa fuga acabou por aproxim\u00e1-la das obras de Mia, uma vez que algumas de suas obras trazem a representa\u00e7\u00e3o da 1\u00aa Guerra Col\u00f4nia, contra Portugal. \u201cA maior parte dos contos, e alguns momentos como os relacionados, t\u00eam como cen\u00e1rio a guerra. Embora eu veja a guerra, ele escreve sobre a guerra poeticamente, sem falar de sangue e de morte, uma maneira muito interessante de falar dessa guerra\u201d, analisou.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a docente, Couto \u00e9 um escritor que, embora escreva em portugu\u00eas, traz a marca de sua africanidade. \u201cNo universo de Mia, surge o fant\u00e1stico, o realismo m\u00e1gico, surge a d\u00favida. Outras vezes, coisas s\u00e3o contadas de forma natural\u201d, falou a estudiosa, ao citar uma passagem da obra <em>O dia em que explodiu Mabata-Bata,<\/em> que faz analogia \u00e0s minas plantadas em solos africanos durante a guerra. <\/p>\n\n\n\n<p>Com o tema <em>Olhando o mundo com os olhos da Nig\u00e9ria<\/em>, Izabel Brand\u00e3o, professora aposentada da Faculdade de Letras \u2013 Ingl\u00eas, da Ufal, falou sobre a obra de Chimamanda Ngozi Adichie. Em sua vis\u00e3o, a escritora reescreve a hist\u00f3ria da Nig\u00e9ria e, de antem\u00e3o, faz um ativismo feminista. \u201cCada vez mais parece que ela tem realmente uma miss\u00e3o muito grande para estar nesse contexto: ser uma africana, feminista, negra e estar a\u00ed falando todas as coisas que ela continua falando\u201d, disse a pesquisadora ao falar sobre a entrevista da autora concedida ao jornal brit\u00e2nico <em>The Guardian<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"800\" data-id=\"3260\" src=\"https:\/\/sites.ufal.br\/055385505d\/wp-content\/uploads\/C440385-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3260\" srcset=\"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/C440385-1.jpg 1200w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/C440385-1-700x467.jpg 700w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/C440385-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/C440385-1-660x440.jpg 660w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Pesquisadoras promovem mesa-redonda sobre a multiplicidade africana<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"800\" data-id=\"3261\" src=\"https:\/\/sites.ufal.br\/055385505d\/wp-content\/uploads\/C440379-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3261\" srcset=\"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/C440379-1.jpg 1200w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/C440379-1-700x467.jpg 700w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/C440379-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/C440379-1-660x440.jpg 660w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Pesquisadoras promovem mesa-redonda sobre a multiplicidade africana<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"800\" data-id=\"3262\" src=\"https:\/\/sites.ufal.br\/055385505d\/wp-content\/uploads\/C440389.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3262\" srcset=\"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/C440389.jpg 1200w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/C440389-700x467.jpg 700w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/C440389-768x512.jpg 768w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/C440389-660x440.jpg 660w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Pesquisadoras promovem mesa-redonda sobre a multiplicidade africana<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>Eleita em 2021 pela BBC como uma das 100 mulheres mais inspiradoras e influentes do mundo, Chimamanda Adichie j\u00e1 ganhou incont\u00e1veis pr\u00eamios, dentre eles doutorados honor\u00e1rios. Com obras traduzidas para 50 pa\u00edses, lan\u00e7ou recentemente seu primeiro livro infantil, dedicado \u00e0 sua filha.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuem a leu sabe que o que ela escreve tem uma for\u00e7a muito grande, um peso muito grande porque est\u00e1 tratando de temas como viol\u00eancia e, por incr\u00edvel que pare\u00e7a, ela consegue falar de um tema t\u00e3o dif\u00edcil com delicadeza. S\u00e3o coisas significativas\u201d, analisou Izabel Brand\u00e3o, que tamb\u00e9m \u00e9 pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq).<\/p>\n\n\n\n<p>Apresentando a sua vis\u00e3o sobre a obra do congol\u00eas Alain Mabanckou, Ros\u00e1ria Costa, professora da Faculdade de Letras \u2013 Franc\u00eas, da Ufal, ressaltou que o premiado autor \u00e9 criticado pela aproxima\u00e7\u00e3o com o mercado editorial franc\u00eas. Por\u00e9m, em sua an\u00e1lise, ele se aproveita deste mercado para levar a \u00c1frica mais longe.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cApesar de ser criticado por alguns por tentar se aproximar demasiado do mercado editorial franc\u00eas e n\u00e3o questionar a centralidade de Paris nesse processo, Alain Mabanckou dan\u00e7a o jogo do mercado para poder, exatamente, levar essa voz o mais longe que ele pode ao apresentar quest\u00f5es contempor\u00e2neas, buscando o universal atrav\u00e9s do local, sem deixar de tratar das quest\u00f5es p\u00f3s-coloniais\u201d, enfatizou Ros\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobre a Bienal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Bienal do Livro de Alagoas tem entrada franca e segue com programa\u00e7\u00e3o variada at\u00e9 este domingo, dia 20. Confira as novidades do evento no <strong><a href=\"https:\/\/sites.ufal.br\/055385505d\/\">site<\/a><\/strong> e tamb\u00e9m pelas redes sociais: @bienaldealagoas no <em>Threads<\/em>, <em>Instagram<\/em> e no <em>Facebook<\/em>. As fotos oficiais do evento podem ser vistas pelo perfil do <strong><a href=\"https:\/\/flickr.com\/photos\/ufaloficial\">Flickr<\/a><\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Encontro trouxe os olhares liter\u00e1rios das \u00c1fricas presentes nas obras de Mia Couto, Chimamanda Ngozi Adichie e Alain Mabanckou<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3263,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-3258","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/Destaque_site_Mesa_africas.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3258","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3258"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3258\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3263"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3258"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3258"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3258"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}