{"id":3537,"date":"2023-08-28T10:50:47","date_gmt":"2023-08-28T13:50:47","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ufal.br\/055385505d\/?p=3537"},"modified":"2023-08-28T10:50:51","modified_gmt":"2023-08-28T13:50:51","slug":"carla-akotirene-tem-que-lutar-contra-toda-opressao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/carla-akotirene-tem-que-lutar-contra-toda-opressao\/","title":{"rendered":"Carla Akotirene: \u201cTem que lutar contra toda opress\u00e3o\u201d"},"content":{"rendered":"<div style=\"margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;\" class=\"sharethis-inline-share-buttons\" ><\/div>\n<p><em>Em entrevista, pesquisadora falou sobre lutas contra o capitalismo, heteropatriarcado e racismo<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Elaine Rodrigues \u2013 jornalista com fotos de Renner Boldrino<\/em><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ufal.br\/055385505d\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-10_11.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3538\" style=\"width:430px;height:287px\" width=\"430\" height=\"287\" srcset=\"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-10_11.jpg 1200w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-10_11-700x467.jpg 700w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-10_11-768x512.jpg 768w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-10_11-660x440.jpg 660w\" sizes=\"auto, (max-width: 430px) 100vw, 430px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Carla Akotirene na Bienal de Alagoas<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>A consci\u00eancia de que a mulher negra no Brasil \u00e9 atravessada por marcadores de classe, g\u00eanero e ra\u00e7a, \u00e9 um dos temas de estudo da ativista, pesquisadora e escritora Carla Akotirene. A interseccionalidade \u00e9 um conceito de 1989, mas \u00e9 t\u00e3o atual que requer um posicionamento diferente: uma aten\u00e7\u00e3o multifacetada e um esfor\u00e7o coletivo, segundo ela. Para a pesquisadora, o enfrentamento do capitalismo, do heteropatriarcado e do racismo precisa ser feito em conjunto, como um caminho que passa pela educa\u00e7\u00e3o antirracista e por medidas de corre\u00e7\u00e3o de desigualdades estruturais.<\/p>\n\n\n\n<p>Convidada a participar da 10\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Bienal Internacional do Livro de Alagoas, Akotirene chegou encantando os visitantes do evento com sua simpatia. Mas como disse na campanha de uma empresa especializada em produtos de beleza, <em>n\u00e3o foi sorte<\/em>. Formada em Assist\u00eancia Social e doutora em Estudos de G\u00eanero, ela debateu a viv\u00eancia da mulher negra no Brasil com conhecimento de causa e com um olhar vigilante.<\/p>\n\n\n\n<p>Pouco antes da palestra e da roda de conversa, ela conversou sobre esses e outros temas, confira a entrevista:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Elaine Rodrigues &#8211; Voc\u00ea \u00e9 uma inspira\u00e7\u00e3o por ser ativista, escritora, pesquisadora e, recentemente, fez uma campanha ressaltando que n\u00e3o \u00e9 sorte, <em>nunca foi sorte<\/em>. Como foi esse processo para chegar at\u00e9 aqui e como \u00e9 gerenciar tudo isso?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carla Akotirene<\/strong> &#8211; Est\u00e1 em tr\u00e2nsito, n\u00e3o \u00e9, minha irm\u00e3? Por mais que o movimento negro, o movimento feminista negro, impulsione a nossa autoestima no sentido de produzir conhecimento, nos estabelecermos sem deturparmos o significado de empoderamento pessoal e coletivo, ainda assim, a gente pode cair em algumas armadilhas liberais, no sentido de dizer que eu sou diva e tal. Eu n\u00e3o gosto muito desse lugar que, muitas vezes, a m\u00eddia nos coloca, n\u00f3s, mulheres negras, de maneira geral e nordestina, de maneira particular. Tiro at\u00e9 o <em>status<\/em> de autoridade discursiva da gente porque o Nordeste acaba sendo pintado pelo lugar da alegria, da celebra\u00e7\u00e3o e nunca como um territ\u00f3rio de produ\u00e7\u00e3o do conhecimento. Ent\u00e3o, eu me coloco sempre nesse lugar: de algu\u00e9m que est\u00e1 se instrumentalizando para n\u00e3o cair no lugar liberal de empoderamento, individualmente falando, mas sempre em conex\u00e3o com as minhas antepassadas, no sentido de reconhecer o legado de luta contra o racismo, contra o patriarcado, contra o capitalismo e entendendo tamb\u00e9m que o Nordeste, rotineiramente, \u00e9 colocado como o territ\u00f3rio do analfabetismo, da gra\u00e7a, como se n\u00f3s n\u00e3o fossemos capazes, principalmente mulheres, mulheres negras, de produ\u00e7\u00e3o do conhecimento.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ufal.br\/055385505d\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-11_7.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3539\" style=\"width:445px;height:297px\" width=\"445\" height=\"297\" srcset=\"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-11_7.jpg 1200w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-11_7-700x467.jpg 700w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-11_7-768x512.jpg 768w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-11_7-660x440.jpg 660w\" sizes=\"auto, (max-width: 445px) 100vw, 445px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>ER &#8211; Como o seu estudo, o mestrado e o doutorado, vieram fundamentar esse pensamento?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>AK &#8211; Desde a gradua\u00e7\u00e3o eu discuto o encarceramento, ent\u00e3o, eu penso que existe um genoc\u00eddio do povo negro em curso. Esse genoc\u00eddio se d\u00e1 tanto pela viol\u00eancia letal, como atrav\u00e9s do sequestro para as unidades prisionais. No entanto, h\u00e1 uma tend\u00eancia de a gente universalizar ra\u00e7a como se as mulheres tamb\u00e9m n\u00e3o estivessem privadas de liberdade. Meu esfor\u00e7o tem sido demonstrar as iniquidades que permanecem no sistema penitenci\u00e1rio atingindo as mulheres negras no sentido de n\u00e3o terem acesso \u00e0 assist\u00eancia religiosa prevista na Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal, descumprimento de regras m\u00ednimas de tratamento de presas e todas essas fun\u00e7\u00f5es que dizem respeito a uma unidade que trabalha a partir da ideia de col\u00f4nia. Eu penso sempre o sistema prisional assim: col\u00f4nia, col\u00f4nia penal, coloniza\u00e7\u00e3o. Ali, est\u00e3o depositados todos os aspectos que n\u00f3s, aqui fora, tamb\u00e9m reivindicamos como a aus\u00eancia total de garantias de nossa dignidade, aqui na di\u00e1spora africana.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ER \u2013 E o caminho para mudar essa realidade seria a educa\u00e7\u00e3o&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>AK \u2013 Com certeza, minha irm\u00e3. Quanto mais nos comprometermos com a educa\u00e7\u00e3o antirracista, a gente caminha em dire\u00e7\u00e3o ao abolicionismo penal, ao fim do proibicionismo, \u00e0 aus\u00eancia de criminaliza\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios, tudo isso s\u00f3 acontece porque na pr\u00f3pria sala de aula acabam sendo refor\u00e7ados os estere\u00f3tipos de saci, de sacizeiro, de perigoso, de pessoas que n\u00e3o merecem confian\u00e7a, que n\u00e3o s\u00e3o pessoas de boa f\u00e9. E isso leva o Estado a continuar perseguindo determinadas popula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ER \u2013 Qual a sua opini\u00e3o sobre a Lei de Cotas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>AK \u2013 As cotas agora completaram 20 anos de exist\u00eancia. Eu acredito que o ingresso por cotas \u00e9 a maneira pela qual corrigimos, minimamente, desigualdades estruturais. A partir do momento em que voc\u00ea ingressa no ensino superior, voc\u00ea tem a chance de ter um m\u00e9dico que vai conhecer a pol\u00edtica de sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o negra; tem a chance de formar juristas abolicionistas penais ou de teoria cr\u00edtica de ra\u00e7a; tem chance de ter intelectuais que trabalham a Lei n\u00ba 10.639, a Lei n\u00ba 11.645 [leis que tornam obrigat\u00f3rio o ensino da Hist\u00f3ria e cultura africana e afro-brasileira no curr\u00edculo escolar]. Tudo isso tem a ver com compromisso antirracista contra colonial que, no \u00e2mbito da educa\u00e7\u00e3o, nos coloca na posi\u00e7\u00e3o de militantes intelectuais, militantes te\u00f3ricos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ER \u2013 O professor e antrop\u00f3logo Kabengele Munanga esteve na Bienal e afirmou que, para ele, o racismo brasileiro \u00e9 um crime perfeito, que mata duas vezes \u2013 a segunda pelo sil\u00eancio. Hoje em dia falamos mais sobre o racismo, temos mais den\u00fancias, imagens e provas desse crime. Esse \u00e9 o primeiro passo para mudar essa realidade na sua vis\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>AK \u2013 Com certeza. Agora, com as redes, com essas tecnologias, fica inevit\u00e1vel o Estado reconhecer que o racismo est\u00e1 a\u00ed, escancarado. E, ainda assim, os flagrantes s\u00e3o m\u00ednimos. Porque eu penso assim: se o racismo \u00e9 estrutural, deveria, sobremaneira, conseguirmos apreender os racistas, mas eles, ainda assim, conseguem dialogar com a medicina, em termos de concess\u00e3o de laudo de que eles t\u00eam problemas de sa\u00fade mental, problemas emocionais. Enquanto n\u00f3s, que somos usu\u00e1rios e usu\u00e1rias de subst\u00e2ncias, por exemplo, que dever\u00edamos ter comprometimento com a sa\u00fade, somos privados de liberdade e considerados traficantes, por exemplo. Ent\u00e3o, realmente, \u00e9 um crime perfeito. Eu, acompanhando a audi\u00eancia de cust\u00f3dia, n\u00e3o vi nenhum passar por ali, mesmo o racismo sendo estrutural.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ER \u2013 Sobre o conceito de interseccionalidade, como funciona essa defini\u00e7\u00e3o que mistura g\u00eanero, ra\u00e7a e classe?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>AK \u2013 Minimamente, \u00e9 esse trip\u00e9, mas \u00e9 uma categoria que cruza os marcadores sociais para perceber de que forma uma identidade \u00e9 atravessada, simultaneamente, e de maneira din\u00e2mica pela estrutura do racismo, do capitalismo, do heteropatriarcado. N\u00e3o para colocar as mulheres negras como as coitadas nessa sociedade. Mas, sim, elas s\u00e3o expostas mais vezes \u00e0s din\u00e2micas do racismo patriarcal capitalista porque s\u00e3o elas que vendem a for\u00e7a de trabalho, s\u00e3o elas, mulheres, v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica. Nosso pa\u00eds \u00e9 o quinto do mundo em feminic\u00eddio e, em viol\u00eancia dom\u00e9stica, as mulheres negras s\u00e3o 85%. Da mesma forma que o racismo, simultaneamente, impede que as queixas dessas mulheres sejam atendidas na delegacia.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ufal.br\/055385505d\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-9_15.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3540\" style=\"width:520px;height:347px\" width=\"520\" height=\"347\" srcset=\"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-9_15.jpg 1200w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-9_15-700x467.jpg 700w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-9_15-768x512.jpg 768w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/foto_Renner_Boldrino-9_15-660x440.jpg 660w\" sizes=\"auto, (max-width: 520px) 100vw, 520px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Renner Boldrino<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>ER \u2013 Como mudar essa realidade? Em sua opini\u00e3o, \u00e9 um problema estrutural?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>AK \u2013 \u00c9. E passaria pelo esfor\u00e7o coletivo. N\u00e3o de um grupo que reivindica s\u00f3 ra\u00e7a, o outro reivindica g\u00eanero, o outro reivindica classe. Se a gente consegue ter um olhar multifacetado, a partir da interseccionalidade, a gente vai lutar pelo fim da explora\u00e7\u00e3o capitalista, mas pelo fim da viol\u00eancia contra a mulher, pelo fim do racismo, porque essas estruturas existem juntas, se alimentam. Voc\u00ea n\u00e3o consegue separar a sua condi\u00e7\u00e3o de classe trabalhadora da condi\u00e7\u00e3o de algu\u00e9m que mora em um territ\u00f3rio vulnerabilizado, da condi\u00e7\u00e3o de algu\u00e9m que \u00e9 mulher, que \u00e9 <em>cis<\/em>. Ent\u00e3o, a sua identidade \u00e9 interceptada por v\u00e1rias marca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ER \u2013 Ent\u00e3o, a jun\u00e7\u00e3o desses grupos oprimidos pode ser uma sa\u00edda contra esse sistema?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>AK \u2013 Exato, existe uma tend\u00eancia nossa a s\u00f3 lutar em prol do nosso problema estrutural. <em>Vamos acabar com o capitalismo<\/em>. Se acabar com o capitalismo, a mulher que mora embaixo da ponte, ainda assim, ela vai continuar apanhando do marido. Ou, se todo mundo reivindica o fim do racismo, n\u00e3o vai impedir que os homens negros sejam machistas, por exemplo. Ent\u00e3o, tem que lutar contra toda opress\u00e3o. N\u00e3o d\u00e1 para hierarquizar a ra\u00e7a em primeiro ou o g\u00eanero em primeiro, ou a classe vem primeiro. Quando a gente faz isso, a gente acaba deixando que uma categoria seja super inclu\u00edda e as outras opress\u00f5es, dentro daquela categoria, n\u00e3o sejam percebidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja mais sobre a visita de Carla Akotirene na Bienal clicando <a href=\"https:\/\/sites.ufal.br\/055385505d\/carla-akotirene-debate-a-vivencia-da-mulher-negra-no-brasil\/\"><strong>aqui<\/strong><\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista, pesquisadora falou sobre lutas contra o capitalismo, heteropatriarcado e racismo<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3541,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-3537","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/Destaque_site_entrevista_akotirene.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3537","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3537"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3537\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3541"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3537"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3537"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3537"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}