{"id":3595,"date":"2023-08-31T12:04:50","date_gmt":"2023-08-31T15:04:50","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ufal.br\/055385505d\/?p=3595"},"modified":"2023-08-31T13:10:54","modified_gmt":"2023-08-31T16:10:54","slug":"a-encruzilhada-e-a-cura-dispara-sidnei-nogueira-em-entrevista-exclusiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/a-encruzilhada-e-a-cura-dispara-sidnei-nogueira-em-entrevista-exclusiva\/","title":{"rendered":"\u201cA encruzilhada \u00e9 a cura\u201d, dispara Sidnei Nogueira, em entrevista exclusiva"},"content":{"rendered":"<div style=\"margin-top: 0px; margin-bottom: 0px;\" class=\"sharethis-inline-share-buttons\" ><\/div>\n<p><em>Um dos maiores pensadores contempor\u00e2neos sobre negritude no Brasil, escritor tamb\u00e9m compartilhou mem\u00f3rias, da ruptura na academia e sobre futuros lan\u00e7amentos<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Jamerson Soares \u2013 jornalista com fotos de Renner Boldrino<\/em><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ufal.br\/055385505d\/wp-content\/uploads\/53121652246_65b5ff7b35_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3597\" style=\"width:408px;height:272px\" width=\"408\" height=\"272\" srcset=\"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/53121652246_65b5ff7b35_o.jpg 1200w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/53121652246_65b5ff7b35_o-700x467.jpg 700w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/53121652246_65b5ff7b35_o-768x512.jpg 768w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/53121652246_65b5ff7b35_o-660x440.jpg 660w\" sizes=\"auto, (max-width: 408px) 100vw, 408px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O pesquisador Sidnei Nogueira em entrevista ao jornalista Jamerson Santos<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Com um olhar tateando os espa\u00e7os, uma voz de aparente deslumbramento, como quem sabe que nunca anda s\u00f3 neste mundo, o professor e pesquisador Sidnei Barro Nogueira, 54, entrou no Centro Cultural e de Exposi\u00e7\u00f5es Ruth Cardoso e palestrou durante a 10\u00aa Bienal Internacional do Livro de Alagoas. Na ocasi\u00e3o, falou sobre sua trajet\u00f3ria de vida enquanto homem preto homossexual e babalorix\u00e1 e do processo criativo de seu novo livro, <em>Coisas do Povo do Santo<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas n\u00e3o foi apenas isso. Numa conversa exclusiva para a Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o do evento, Nogueira levantou diversos outros pontos, inclusive sobre seu distanciamento da academia. Enquanto conversava com a reportagem, Sidnei olhava com orgulho suas ilustres acompanhantes: a m\u00e3e, o assessor, al\u00e9m de familiares e amigos. Ele nunca anda s\u00f3.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComo diz Neusa Souza Santos: <em>ser negro no Brasil \u00e9 um exerc\u00edcio, \u00e9 um ger\u00fandio, a gente est\u00e1 a todo momento se tornando, todo mundo nasce branco, heteronormativo<\/em>. Embora filho de uma Ialorix\u00e1, eu demorei para acessar os sentidos de uma epistemologia ancestral, e quando a gente acessa, a gente se reconhece. Ent\u00e3o, gosto de dizer que sou filho de tal pessoa, sou resultado de tal hist\u00f3ria, passei por isso. N\u00f3s somos a sociedade do esquecimento, ela ama esquecer. Se a sociedade ama esquecer ela banaliza tudo. Isso \u00e9 perigoso. Ent\u00e3o estou muito atravessado por essa hist\u00f3ria\u201d, contou.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua fala, \u00e9 percept\u00edvel que ele carrega dores e celebra\u00e7\u00f5es antigas, ancestrais, que atravessam sua hist\u00f3ria de vida at\u00e9 hoje. Filho de uma alagoana de Palmeira dos \u00cdndios, cartomante e empregada dom\u00e9stica, e de um pai analfabeto e trabalhador na \u00e1rea de constru\u00e7\u00e3o civil, o professor participou de diversas pesquisas no campo da sem\u00e2ntica iorub\u00e1, letramento racial, e demais assuntos referentes \u00e0s religi\u00f5es de matriz africana.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ufal.br\/055385505d\/wp-content\/uploads\/53121045447_95770f8721_o-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3598\" style=\"width:570px;height:380px\" width=\"570\" height=\"380\" srcset=\"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/53121045447_95770f8721_o-1.jpg 1200w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/53121045447_95770f8721_o-1-700x467.jpg 700w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/53121045447_95770f8721_o-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/53121045447_95770f8721_o-1-660x440.jpg 660w\" sizes=\"auto, (max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Sidnei Nogueira com seu novo livro, <em>Coisas do Povo do Santo <\/em>(Foto: Renner Boldrino)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Nogueira lembrou que veio a Alagoas, especialmente em Palmeira, para resgatar mem\u00f3rias de sua ancestralidade. Visitou a antiga casa de sua m\u00e3e e destacou o seu real papel enquanto escritor:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSou da mem\u00f3ria, n\u00e3o quero me confundir, quero continuar sendo escritor, fil\u00f3sofo, pesquisador, mas tamb\u00e9m quero ser filho da dona Jo\u00e9sia, do Pl\u00e1cido, continuar com minhas origens fincadas nessa hist\u00f3ria de supera\u00e7\u00e3o. Muito importante porque mam\u00e3e \u00e9 daqui, eu vim crian\u00e7a e n\u00e3o tenho muitas mem\u00f3rias. Depois nunca mais vim. \u00c9 um retorno \u00e0 minha ancestralidade. Vivo uma \u00e9tica da mem\u00f3ria, trago sempre meu pai, que j\u00e1 retornou a massa de origem, porque n\u00e3o quero que ele morra, n\u00e3o quero esquecer da minha hist\u00f3ria\u201d, refletiu.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ruptura na academia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O escritor enfrentou dificuldades na \u00e9poca da produ\u00e7\u00e3o de seu mestrado e doutorado, por\u00e9m nunca desistiu de romper com as linhas padronizadas e enfileiradas da academia. Para ele, os grandes pensadores do mundo romperam com essa institui\u00e7\u00e3o e que ela sempre foi dominada pela branquitude.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 um espa\u00e7o herm\u00e9tico, que n\u00e3o dialoga com a sociedade. As pesquisas s\u00e3o sobre o outro, n\u00e3o com o outro. Sobre quem ele \u00e9. A academia fez isso conosco desde Nina Rodrigues. A academia instituiu a humanidade e continua fazendo, e n\u00e3o mudou com essa lei de cotas, n\u00e3o mudou\u201d, disse Nogueira.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo Sidnei, v\u00e1rios pesquisadores pretos t\u00eam feito convites a ele para dar suporte em suas pesquisas, como uma forma de blindar a discrimina\u00e7\u00e3o racial na universidade e no fazer acad\u00eamico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cRecebo v\u00e1rios convites com pesquisas de epistemologia, africanidades, letramento racial. Me chamam para blindar um pouco o racismo que esses pesquisadores negros sofrem. Porque quando eles falam que v\u00e3o utilizar nas pesquisas autores como Neusa Souza, Abdias do Nascimento, L\u00e9lia Gonzalez, Sueli Carneiro, o orientador diz que n\u00e3o conhece e que n\u00e3o vai ler. Dizem: <em>ah, agora voc\u00ea quer que eu estude novamente<\/em>. E sim, eu reafirmo que: sim, voc\u00ea vai estudar porque a vida toda estudamos os seus autores brancos, e agora voc\u00ea vai estudar autores pretos sim\u201d, afirmou, com voz mais firme e assertiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Sidnei contou tamb\u00e9m que trabalha na lingu\u00edstica Iorub\u00e1, sem\u00e2ntica, cantos de terreiro, fonologia, e que muitas vezes ouvia que ele deveria deixar o babalorix\u00e1 no lado de fora da academia, diziam que ele se perdia quando misturava cultura negra com ci\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs jovens pretos que est\u00e3o ingressando n\u00e3o conseguem ir at\u00e9 o fim porque \u00e9 muito doloroso. Acham o tema desqualificado, porque a ci\u00eancia n\u00e3o acredita na escreviv\u00eancia. Quando o negro consegue virar mestre, doutor, os seus t\u00edtulos, ele muito melhor que o branco. Eu rompi com a academia porque eu sei o esfor\u00e7o que eu tive que fazer durante sete anos de pesquisa. Lamentavelmente a gente se v\u00ea obrigado a romper com a academia porque \u00e9 um lugar herm\u00e9tico, segue um \u00fanico padr\u00e3o. Ela, inclusive, n\u00e3o considera os nossos temas como temas que podem ser tratados como ci\u00eancia\u201d, lamentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele disse tamb\u00e9m que teve que abrir m\u00e3o de diversas discuss\u00f5es sobre negritude no mestrado e no doutorado para conseguir fazer uma ci\u00eancia considerada aceita pelo mundo acad\u00eamico. \u201cN\u00f3s sabemos que essa ci\u00eancia quer uma linguagem rebuscada, n\u00e3o quer ser compreendida. Ent\u00e3o, hoje escrevo para o leitor comum, escrevo como falo, eu quero ser lido, porque preciso ser lido, n\u00e3o escrevo para grandes nomes da ci\u00eancia. Escrevo para alunos do ensino m\u00e9dio, por exemplo. Meu livro \u00e9 pra ser lido por todo mundo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cA encruzilhada \u00e9 a cura\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Considerado como um dos grandes pensadores pretos contempor\u00e2neos do Brasil, Sidnei Nogueira alcan\u00e7ou a marca de 27 mil exemplares do livro <em>Intoler\u00e2ncia Religiosa, <\/em>lan\u00e7ado em 2020, e indicado do Pr\u00eamio Jabuti no ano seguinte.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignright size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sites.ufal.br\/055385505d\/wp-content\/uploads\/53122136108_11a336b92c_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3599\" style=\"width:472px;height:315px\" width=\"472\" height=\"315\" srcset=\"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/53122136108_11a336b92c_o.jpg 1200w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/53122136108_11a336b92c_o-700x467.jpg 700w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/53122136108_11a336b92c_o-768x512.jpg 768w, https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/53122136108_11a336b92c_o-660x440.jpg 660w\" sizes=\"auto, (max-width: 472px) 100vw, 472px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O pesquisador Sidnei Nogueira na Bienal 2023<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Mas ele continua al\u00e7ando voos que j\u00e1 superaram expectativas. \u201cMuitos acham pouca coisa, mas \u00e9 muito exemplar vendido j\u00e1 que sou um homem preto. \u00c9 dif\u00edcil ter esse destaque em um mundo branco e euroc\u00eantrico. Estou interessado em produzir\u201d, frisou Sidnei.<\/p>\n\n\n\n<p>Em quase toda a conversa, o babalorix\u00e1, que estava rodeado de colares da sua religi\u00e3o e vestido de uma radiante roupa branca, citou a frase: \u201ca encruzilhada \u00e9 a cura\u201d repetidas vezes. Questionado sobre o significado do termo, Sidnei se emocionou ao comentar sobre a polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica no pa\u00eds desde 2016, o adoecimento coletivo e o deslocamento do sentido de religi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cHoje o Brasil est\u00e1 preso em uma linha reta, direita, esquerda, gordo e magro, preto e branco, a gente t\u00e1 numa linha reta, isso \u00e9 resultado de um discurso da extrema direita. Ent\u00e3o a encruzilhada entre no meio disso tudo e expressa que se a gente pega uma linha reta e cruza essa linha, se a gente tinha duas possibilidades, ao cruzar essa linha, obtemos quatro possibilidades, ou seja, o dobro. A linha reta \u00e9 est\u00e9ril, n\u00e3o produz. Por isso a encruzilhada \u00e9 cura, porque \u00e9 nesse cruzamento que abrimos mais possibilidades de sanar o adoecimento social\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao fim da entrevista, Sidnei Nogueira enfatizou a discuss\u00e3o hoje em dia n\u00e3o s\u00f3 sobre religi\u00e3o, \u00e9 tamb\u00e9m sobre a eros\u00e3o da democracia. \u201cTeologicamente a religi\u00e3o deve promover o conforto, a uni\u00e3o, o bem e a cura, mas hoje o discurso religioso tem sido utilizado para produzir \u00f3dio. Ent\u00e3o a gente precisa resgatar a religi\u00e3o e devolver para o lugar dela. Uni\u00e3o, paz, sa\u00fade e ela n\u00e3o est\u00e1 mais no seu lugar. As pessoas est\u00e3o muito acomodadas com uma religi\u00e3o que prega o \u00f3dio, que n\u00e3o \u00e9 a minha, preciso dizer que n\u00e3o \u00e9 a minha\u201d, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Novidades<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Durante a entrevista, o pesquisador tamb\u00e9m revelou que vai publicar em setembro um livro infantil chamado \u201cA Menina dos Cabelos D\u2019\u00e1gua\u201d, que fala sobre uma menina preta de Iemanj\u00e1 que tem superpoderes, como cabelos de \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEla n\u00e3o consegue tran\u00e7ar o cabelo e sofre <em>bullying<\/em>. Outro livro que vou lan\u00e7ar, mas s\u00f3 no ano que vem, ser\u00e1 o \u2018Pergunta Pra Mim\u2019. Este livro vai falar um pouco sobre o sentido de perguntar as coisas para pessoas espec\u00edficas. Por exemplo, se voc\u00ea quer saber porqu\u00ea eu mato bode ou sobre a homossexualidade, ou porqu\u00ea sou preto, pergunta para mim, n\u00e3o pergunta para o padre ou para pessoas brancas\u201d, destacou o pesquisador.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos maiores pensadores contempor\u00e2neos sobre negritude no Brasil, escritor tamb\u00e9m compartilhou mem\u00f3rias, da ruptura na academia e sobre futuros lan\u00e7amentos<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3600,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-3595","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-content\/uploads\/Destaque_site_entrevista_sidnei_nogueira.png","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3595","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3595"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3595\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3600"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3595"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3595"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bienal.ufal.br\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3595"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}