Apresentação da Escola Técnica de Artes reúne mais de 2 mil estudantes
Apresentação da Escola Técnica de Artes reúne mais de 2 mil estudantes

Apresentação da Escola Técnica de Artes reúne mais de 2 mil estudantes

Projeto ETA na Bienal reúne trabalhos artísticos produzidos dentro de sala de aula

Jamerson Soares - jornalista / Adriano Arantos - fotógrafo

Mais de 2 mil estudantes da rede pública de ensino de Alagoas prestigiaram, nesta terça-feira (4), espetáculos de dança e teatro da Escola Técnica de Artes da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). As apresentações fazem parte do projeto ETA na Bienal, que reúne, no palco do Teatro Gustavo Leite, trabalhos artísticos e pedagógicos feitos pelos próprios alunos e docentes da Escola.

As atividades começaram na última segunda (3) e evidenciaram a importância do protagonismo e autonomia do discente frente aos desafios e o prestígio de apresentar o seu espetáculo. Além disso, o projeto dá força e apoio à difusão das criações que aproximam a universidade à população, tornando a arte e a cultura ainda mais acessíveis.

Durante o dia, além do espetáculo de dança No caminho de Irê, de George Olicino, também foram apresentados Dentro, do Coletivo Somos Diversos; Claro, com Laís Leal e Paulo Moura, Entre nós, Florescemos, com Thaisnara Ferreira e George Olicino.

Segundo a diretora da ETA, Valéria Nunes, as produções apresentadas tiveram orientação de professores a partir do que os estudantes aprenderam e elaboraram dentro da sala de aula. Para ela, a participação dos alunos na Bienal é uma oportunidade enriquecedora e um ganho para todos.

“Atualmente a gente tem a coordenação artístico cultural da escola, que é um ganho novo. Isso dá um ganho, uma necessidade que a gente já tinha na escola de criar esse núcleo porque nós somos uma escola de arte e os artistas precisam aprender a produzir os seus próprios trabalhos. Está dentro, inclusive, do projeto político-pedagógico dos cursos, então essa oportunidade junto com esse núcleo da coordenação artístico cultural é importantíssimo e enriquecedor”, destacou a diretora.

Ela também relatou que a maioria dos alunos são da periferia e vê-los apresentando em um dos maiores palcos de teatro de Alagoas é emocionante.

“São alunos e artistas de corpo que conseguem entrar na universidade de uma maneira muito batalhadora. Trazer essa cultura para o grande público, para a comunidade, essa troca, é de extrema importância. Muitos estudantes que estavam na plateia também foram lá no palco dançar junto com os meninos, então, todos se sentem acolhidos e percebem que a arte é do povo”, disse Valéria Nunes.

Sobre as apresentações

Antes de cada performance, dois apresentadores artistas, Laís do Céu e Pedro Leon, se vestiram de livros, com folhas rasgadas envoltos em uma manta preta. Eles animaram os estudantes e fizeram com que eles entrassem na energia dos espetáculos.

Em No caminho de Irê, por exemplo, George Olicino traz, por meio do movimento, elementos diaspóricos e originários que atravessam sua pesquisa quanto investigador de si. Irê é terra natal do orixá Ogum, senhor dos metais, da tecnologia, da agricultura e da guerra. O dançarino consegue criar movimentos que remetem à dança afro, movimentos periféricos e aos ventos que seguem o caminho de Irê.

Encantamento

A estudante de 18 anos, Any Luizy, da Escola Estadual Pedro Teixeira, contou que ficou encantada com o que viu e se surpreendeu com a dinâmica dos movimentos no palco. É a primeira vez que ela foi a um teatro.

“Fiquei surpreendida com a primeira apresentação. E foram pessoas negras que fazem as danças, achei muito bonito. Fiquei encantada também com a força de vontade de todo mundo no palco. De alguma forma, essas apresentações me inspiraram. Pretendo seguir carreira nas artes. Amei muito”, afirmou ela.

Próximas ações do projeto

O projeto ETA na Bienal segue acontecendo até sexta-feira (7), com apresentações de teatro, dança, música e produção de moda. Nesta quarta (6), das 9h às 10h30, o Teatro Gustavo Leite vai receber os espetáculos Ibejis: Os gêmeos que fizeram a morte dançar (teatro); Homenagem a Oxum e Oxumarê (tarde). Já das 14h às 16h é a vez de: Balé com Piano; Canções de Amor e Saudade: Fragmentos; Sons da Raiz: Conexões Brasil e África pelo Saxofone

Na quinta (6), das 9h às 10h30, ETA na Bienal apresenta Mil maneiras de dizer boas-vindas; Contação de Histórias; Entre Nós, Florescemos; e Três. Já na faixa vespertina, das 14h às 16h, é a vez do Desfile de Moda em Território Criativo: A ilha do Ferro e Corpos em Perspectiva.

Por fim, na sexta (7), das 9h às 16h, o projeto apresenta Corpóreo - mostra artística de estudantes de Dança da ETA.

Sobre a Bienal

A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é realizada pela Universidade Federal de Alagoas e pelo governo de Alagoas, com correalização da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes) e patrocínio do Senac e do Sebrae Alagoas.

Sob a curadoria do professor Eraldo Ferraz, diretor da Edufal, o maior evento cultural e literário do estado também tem como parceiros a plataforma de eventos Doity, a rede de Hotéis Ponta Verde, o Sesc, a Prefeitura de Maceió por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), além das secretarias de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), de Turismo (Setur) e de Comunicação (Secom) de Alagoas.

Acompanhe as novidades da Bienal 2025 por meio do site oficial e também pelas redes sociais com o perfil @‌bienaldealagoas no Instagram, Threads e Facebook.

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