Autoridades debatem maus-tratos a animais e arte inclusiva
Durante debate, autoridades reforçaram a importância da causa animal para a sociedade - Foto: Renner Boldrino

Autoridades debatem maus-tratos a animais e arte inclusiva

Debate reforça conscientização social e protagonismo cultural de pessoas autistas

Ryan Charles - estudante de Jornalismo / Renner Boldrino - fotógrafo

A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas segue abordando assuntos amplos e de interesse público. Nesta segunda-feira (3), foi realizada a palestra Maus-tratos a animais: enfrentamentos e soluções pelos poderes públicos e sociedade civil, ampliando a discussão sobre o tema para o público do evento.

À frente do debate estiveram o Delegado da Delegacia de Crimes Ambientais e da Proteção Animal, Robervaldo Davino; o professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e coordenador do Grupo de Pesquisa, Extensão e Cuidados de Saúde Integrativa (Grupequi), Pierre Escodro; e a representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por meio da Comissão de Bem-Estar Animal, Adriana Alves.

O objetivo da ação foi informar, conscientizar e educar ambientalmente sobre o tema, mostrando como as entidades têm atuado junto à sociedade civil como canal direto entre a população e os poderes constituídos, além de apresentar, constitucionalmente, os direitos dos animais.

“Buscamos discutir os problemas enfrentados pelos animais diante das políticas públicas, da sociedade civil, das entidades não governamentais e dos protetores independentes. Queremos refletir sobre o que pode ser feito para coibir ou evitar o crescente número de casos de maus-tratos em nossa capital e em todo o estado de Alagoas”, explicou a representante da OAB.

O professor da Ufal, Pierre Escodro, destacou a Bienal como um evento aberto, que vai além da literatura e pode fomentar ações de direito social: “Muitas vezes, quando pensamos em uma Bienal, imaginamos um espaço restrito aos livros. Mas a literatura e a cultura devem dialogar com toda a sociedade. Trazer essa discussão para a Bienal é uma forma de abrir as paredes, aproximando o conhecimento acadêmico e as experiências práticas da população”, reforçou Pierre.

Arte e conscientização

Dentro da mesma temática, o evento recebeu Oficina e Exposição de Animais Africanos e apresentações musicais promovidas pelo Grupo de Autismo Especialmente Arte, voltado ao desenvolvimento de jovens dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA). A idealizadora e organizadora do grupo, Claudene Cássio, explica que a iniciativa visa inserir os jovens no mundo artístico e cultural por meio da interação e da expressão criativa:

“Estamos sempre promovendo encontros e buscando espaços para realizar oficinas e exposições com as obras que eles produzem. Nosso objetivo é mostrar à sociedade que esses jovens precisam e devem ser incluídos, e que podem estar em todos os lugares. A arte é nossa ferramenta de socialização, inclusão e conscientização”, falou Claudene.

Daniel Nicassio, de 24 anos, é um dos artistas e participante do grupo que expôs sua arte no espaço da Bienal. Daniel, que é multiartista, trouxe uma máscara produzida especialmente para o evento. Para ele, arte é comunicar. “É que eu gosto muito de poder expressar o que eu percebo ou até mesmo o que eu enxergo”, disse o artista.  

Para Claudene, ter um espaço no maior evento literário e cultural do estado é uma experiência única para o grupo e seus alunos: “É muito importante porque fomos abraçados pela Bienal, que abriu espaço para mostrarmos o talento dos nossos jovens e, ao mesmo tempo, promovermos conscientização sobre o autismo por meio da arte. É um momento de valorização, acolhimento e visibilidade para todos nós”, concluiu.

Sobre a Bienal

A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é realizada pela Universidade Federal de Alagoas e pelo governo de Alagoas, com correalização da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes) e patrocínio do Senac e do Sebrae Alagoas.

Sob a curadoria do professor Eraldo Ferraz, diretor da Edufal, o maior evento cultural e literário do estado também tem como parceiros a plataforma de eventos Doity, a rede de Hotéis Ponta Verde, o Sesc, a Prefeitura de Maceió por meio da Secretaria Municipal da Educação (Semed) e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), além das secretarias de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), de Turismo (Setur) e de Comunicação (Secom) de Alagoas.

Acompanhe as novidades da Bienal 2025 por meio do site oficial e também pelas redes sociais com o perfil @‌bienaldealagoas no Instagram, Threads e Facebook.

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