Bienal é o maior evento da economia criativa de Alagoas
Público maior a cada edição, ampla programação e visitação massiva de estudantes são alguns dos motivos
Fabiana Barros – jornalista / Renner Boldrino – fotógrafo
A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é o maior evento da economia criativa do estado. A constatação é do professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Cícero Péricles. Os motivos? Segundo ele, o público que mobiliza e passa pelo Centro de Convenções, sempre maior a cada edição; a oferta de muitas palestras, conferências, oficinas, lançamentos e bate-papos com autores; a visitação massiva dos estudantes, organizada pelas escolas das redes pública e privada; e o volume de vendas nos 140 estandes participantes do evento, sendo a maioria de editoras de outros estados.
O evento representa uma não apenas uma oportunidade de negócio, mas também o momento ideal para prospectar e apostar na ampliação de investimentos ou mesmo iniciar novos: “A Bienal é um evento que entrou no calendário da vida cultural da cidade de maneira definitiva, persistindo nestes 27 anos, mantendo e ampliando o espaço e o movimento em cada uma de suas dez edições. Este ano, a Bienal, um dos raros eventos gratuitos – e de muita qualidade – que se realiza em Maceió, está dando uma demonstração de força no mundo da economia criativa de Alagoas”, explicou o economista.
Péricles aponta as razões do sucesso da Bienal. Primeiro, pela urbanização, pois o evento corresponde ao tamanho da cidade. “Maceió é uma cidade com mais de um milhão de habitantes e tem espaços culturais capazes de comportar eventos deste porte, como o Centro de Convenções”, explicou.
Outros pontos corroboram, como o envolvimento de instituições culturais, entre elas a Ufal, contando com o apoio de secretarias do estado e da prefeitura, que, juntas, têm condições financeiras e recursos humanos para planejar e executar um evento com tantas atrações. Por fim, a escolaridade média da população, que vem aumentando, assim como o interesse pela leitura. “O mundo urbano, o peso das instituições e a escolaridade explicam esse crescimento. É um fenômeno que reflete os 80% da população vivendo em áreas urbanizadas e uma rede escolar que cobre um milhão e cem mil alagoanos”, afirmou.
Impacto na economia
A Bienal é a vitrine da cadeia produtora do livro. As editoras são o centro das atenções com os estandes que expõem milhares de títulos. “As editoras movimentam gráficas, equipes de editoração, artistas gráficos, livrarias, sites de vendas e mobilizam as feiras de livros, os alfarrábios, os conhecidos sebos, que estão presentes aqui na capital”, ressaltou Cícero Péricles.
Em Maceió, várias editoras publicam regularmente, como a Editora da Universidade Federal de Alagoas (Edufal), a Imprensa Oficial Graciliano Ramos, a Editora da Universidade Estadual (Eduneal) e a editora do Cesmac. Para o assessor da Bienal, Sebastião Medeiros, a 11ª edição tem um diferencial: a praça de alimentação na parte externa, que oportuniza a participação de empreendedores oriundos de comunidades.
“Nesta edição temos três frentes: a área externa, com a feira gastronômica; a parte interna, com quiosques para empreendedores; e o piso superior, em parceria com os três homenageados [Pai Célio, Mãe Neide e Mãe Miriam]. Eles conseguiram trazer pessoas de ONGs para que pudessem comercializar seus produtos”, comentou.
Até a manhã da sexta-feira (7), foram disponibilizados 8.500 vales-livros pela Prefeitura Municipal de Maceió. Sebastião destacou que o evento movimenta a economia antes, durante e após a realização, com a desmontagem, por exemplo, e com novas impressões solicitadas pelos autores.
Sobre a Bienal
A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é realizada pela Universidade Federal de Alagoas e pelo governo de Alagoas, com correalização da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes) e patrocínio do Senac e do Sebrae Alagoas.
Sob a curadoria do professor Eraldo Ferraz, diretor da Edufal, o maior evento cultural e literário do estado também tem como parceiros a plataforma de eventos Doity, a rede de Hotéis Ponta Verde, o Sesc, a Prefeitura de Maceió por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), além das secretarias de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), de Turismo (Setur) e de Comunicação (Secom) de Alagoas.
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