Breno Altman lota palestra sobre conflito na Faixa de Gaza

Breno Altman lota palestra sobre conflito na Faixa de Gaza

Fundador do portal 'Opera Mundi' atraiu grande público para debater sobre a pauta palestina em meio a guerra

Paulo Canuto - jornalista / Jônatas Medeiros - fotógrafo

Apesar de ter o Tema Brasil e África ligados culturalmente nas suas raízes e ritos, a Bienal Internacional do Livro de Alagoas aborda um universo de outras temáticas para o debate. Extremamente atual e sensível, o conflito entre Israel e Palestina é um deles, e para falar sobre o assunto ocorreu, nesta terça-feira (4), a palestra Faixa de Gaza: Resistência e Direitos Humanos, com o jornalista fundador do portal Opera Mundi, Breno Altman.

Para além do olhar jornalístico de uma das maiores vozes em defesa ao povo palestino, a palestra se norteou em fazer um panorama histórico desde antes da formação do Estado de Israel e os pormenores dessa formação, até o escalonamento do conflito, que mundo assiste desde o fatídico 7 de outubro de 2023, data essa que marcou o estopim da guerra que já vitimou mais de 67 mil palestinos e feriu mais de 160 mil.

A palestra durou cerca de uma hora e o público presente pôde ter uma ideia de quais foram as motivações para a criação e estruturação do Estado de Israel, o panorama religioso, a ideologia sionista, os interesses econômicos no conflito e de como o trabalho jornalístico vem sofrendo para cobrir as barbaridades ocorridas na Faixa de Gaza, onde mais de 200 profissionais de comunicação perderam a vida no exercício da função.

Quando aberto para perguntas, as grandes questões foram: ‘qual a solução para acabar com o conflito?’  e ‘Como combater o sionismo?’. Ainda sobrou tempo para descontração quando Altman foi perguntado se o Santos, seu time do coração, ficaria na primeira divisão em 2025. Para responder, ele foi na contramão do pessimismo quando disse que sim, existe uma solução diplomática para o conflito, mas que também não será inteiramente justo.

“Uma série de soluções provisórias podem ser tomadas, lembremos que isso ocorre com todas as lutas sociais, né? Uma greve começa com uma reivindicação de 15%, e se a partir do certo momento não tiver força para sustentar sua reivindicação, vai negociar um percentual melhor e a luta vai continuar no momento seguinte. Não é diferente na geopolítica, embora eu considere que a solução dos dois estados é inviável, é possível que se abrace como solução provisória”, contou Breno.

O jornalista continuou dizendo que entende que, para haver uma solução para esse conflito num curto prazo, o lado palestino terá que abrir mão de algumas coisas.

“Eu tenho absoluta certeza que se sobre a mesa aparecer neste momento a proposta de criar um Estado Palestino nos 21% do território ou até menos, todos os grupos palestinos, incluindo o Hamas, imediatamente aceitam”, disse.

Após a palestra, ele se juntou ao público na entrada do auditório para autografar seu livro Contra o Sionismo: Retrato de uma Doutrina Colonial e Racista, que estava à venda durante a palestra.

Sobre a Bienal

A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é realizada pela Universidade Federal de Alagoas e pelo governo de Alagoas, com correalização da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes) e patrocínio do Senac e do Sebrae Alagoas.

Sob a curadoria do professor Eraldo Ferraz, diretor da Edufal, o maior evento cultural e literário do estado também tem como parceiros a plataforma de eventos Doity, a rede de Hotéis Ponta Verde, o Sesc, a Prefeitura de Maceió por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), além das secretarias de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), de Turismo (Setur) e de Comunicação (Secom) de Alagoas.

Acompanhe as novidades da Bienal 2025 por meio do site oficial bienal.ufal.br/2025 e também pelas redes sociais com o perfil @‌bienaldealagoas no Instagram, Threads e Facebook.

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