Caderno Ubuntu e orientações para a Educação das Relações Étnico-Raciais em pauta
Na ocasião, também foi apresentado o Protocolo e Fluxos da Rede de Proteção Integral para Crianças e Adolescentes
Ascom Bienal com Janaina Farias - Ascom Semed
O estande da Secretaria de Educação de Maceió (Semed) foi palco de dois importantes lançamentos voltados à formação e proteção como o Caderno Ubuntu e o Protocolo da Rede de Proteção Integral para Crianças e Adolescentes no Espaço Escolar. As obras têm o objetivo de fortalecer a prática pedagógica e oferecer orientações concretas às escolas da rede pública municipal de ensino para o enfrentamento do racismo e da violência escolar e foram lançadas na 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas.
Segundo Erica Mali Rosas, coordenadora-técnica de Educação em Direitos Humanos e Cidadania da Semed, o Caderno Ubuntu é resultado de um trabalho coletivo e nasce da necessidade de promover o letramento racial crítico nas escolas.
“O caderno traz orientações práticas para todas as etapas e modalidades da rede municipal. Ele aborda conceitos como ancestralidade, raça, etnia, território e interseccionalidade, oferecendo fundamentos para que professores e gestores trabalhem a temática das relações étnico-raciais de forma efetiva”, explicou a coordenadora.
De acordo com Erica, a publicação foi um sonho antigo da equipe e, com apoio da Semed, foi possível imprimir vários exemplares. “O material será distribuído gratuitamente a todas as escolas da rede. É uma alegria imensa ver esse trabalho se materializar e chegar às mãos de quem está na ponta, fazendo a educação acontecer”, afirmou.
Além do Caderno Ubuntu, foi apresentado o Protocolo e Fluxos da Rede de Proteção Integral para Crianças e Adolescentes, que orienta as escolas sobre como agir em casos de violência física, psicológica ou sexual.
“Enquanto a assistência social e a saúde já possuíam seus fluxos definidos, na educação ainda faltava esse direcionamento. Agora, a rede municipal dá um passo à frente, oferecendo às escolas um instrumento que orienta e fortalece a atuação diante de situações de vulnerabilidade”, destacou Erica.
O técnico pedagógico Luciano Amorim, que também participou da elaboração dos materiais, reforçou a importância das publicações. “O Protocolo de Proteção foi elaborado em consonância com a Lei nº 14.811/2024, que determina que todas as redes de ensino tenham um documento voltado à proteção integral de crianças e adolescentes. Já o Caderno Ubuntu é o primeiro documento da rede que trata de forma curricular a temática racial, valorizando identidades e comunidades tradicionais”, pontuou.
Ambas as produções marcam um avanço significativo na implementação da Política Nacional de Equidade e Educação das Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ), a qual a rede pública de ensino de Maceió aderiu recentemente.
Sobre a Bienal
A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é realizada pela Universidade Federal de Alagoas e pelo governo de Alagoas, com correalização da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes) e patrocínio do Senac e do Sebrae Alagoas.
Sob a curadoria do professor Eraldo Ferraz, diretor da Edufal, o maior evento cultural e literário do estado também tem como parceiros a plataforma de eventos Doity, a rede de Hotéis Ponta Verde, o Sesc, a Prefeitura de Maceió por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), além das secretarias de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), de Turismo (Setur) e de Comunicação (Secom) de Alagoas.
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