Cléo Busato reúne estudantes e professores em leitura dramatizada
Escritora participou de bate-papo e encenou livro Um Lago, Um Menino e a Lua
Jamerson Soares - jornalista / Adriano Arantos - fotógrafo
A escritora e atriz curitibana Cléo Busatto, finalista do Prêmio Jabuti, proporcionou uma manhã de encanto e imaginação na 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas. O encontro aconteceu nesta quinta-feira (6), na Sala Pitanga, onde a autora realizou um bate-papo seguido de uma leitura dramatizada do livro Um Lago, Um Menino e a Lua, publicado em 2022, para mais de 50 participantes.
A plateia, formada por estudantes e professores, acompanhou Cléo transformar a literatura em espetáculo. Munida de uma gaita e de gestos teatrais, ela envolveu o público com sua performance lúdica e poética, aproximando crianças e adolescentes da narrativa e dos personagens criados por ela.
“É uma alegria estar aqui. Esta é a terceira vez que participo da Bienal de Alagoas e, especialmente este ano, ela está linda — a decoração, a temática, tudo! É uma honra poder encontrar meus leitores do Nordeste, que nem sempre consigo visitar. E ter as crianças aqui, poder apresentar de forma descontraída meus livros, é uma alegria imensa”, afirmou Cléo.
A escritora destacou também os dois títulos que levou ao evento e as mais de 20 obras publicadas para crianças e adolescentes. Um Lago, o Menino e a Lua, finalista do Jabuti em 2023 na categoria Infantil, e Quatro Histórias de Amor para Pequenos Leitores, obra selecionada pelo Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) 2023 e que chegará às escolas públicas do Brasil no próximo ano. “É muito legal saber que o pessoal da Ufal fez a análise desse livro. Então, as crianças que ouviram a história hoje talvez o encontrem nas escolas em breve”, completou.
A apresentação interativa, que a autora define como uma “intervenção artística literária”, foi conduzida de maneira espontânea. “Eu não preparo nada pronto. Gosto de sentir o público, deixar a coisa fluir. Em feiras e bienais, é preciso sentir a resposta das pessoas”, disse Cléo.
Dentre os espectadores, o encantamento foi imediato. Susana Valéria, coordenadora pedagógica da Escola Monsenhor, destacou o talento da escritora em unir oralidade e emoção: “Ela tem uma facilidade incrível em contar histórias, encanta a todos. É muito diferente ouvir a autora narrando. A gente fica curioso pelo desfecho, com vontade de comprar o livro e descobrir o final. Foi uma experiência maravilhosa”, declarou.
A estudante Clarice Vitória, de 10 anos, também saiu inspirada. “Eu achei muito empolgante. Ela lê com tanta emoção que a gente se sente dentro da história. O personagem é alegre, resolve tudo na calma e canta. Quando ela tocou a gaita, foi maravilhoso!”, contou, sorridente.
Sobre a Bienal
A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é realizada pela Universidade Federal de Alagoas e pelo governo de Alagoas, com correalização da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes) e patrocínio do Senac e do Sebrae Alagoas.
Sob a curadoria do professor Eraldo Ferraz, diretor da Edufal, o maior evento cultural e literário do estado também tem como parceiros a plataforma de eventos Doity, a rede de Hotéis Ponta Verde, o Sesc, a Prefeitura de Maceió por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), além das secretarias de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), de Turismo (Setur) e de Comunicação (Secom) de Alagoas.
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