Edufal encerra participação na 11ª Bienal com novos livros neste domingo
Último dia de evento foi marcado por outras publicações entregues à sociedade alagoana
Kamylla Lima e Paulo Canuto - jornalistas | Jônatas Medeiros - fotógrafo
Foi no Quilombo Literário, em frente a um baobá, que a Editora da Universidade Federal de Alagoas (Edufal) lançou 162 títulos na 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas — o maior número de lançamentos da Editora em uma Bienal. Os últimos livros foram lançados na noite deste domingo (9), no encerramento do evento, após uma maratona de dez dias. Durante o evento, a Edufal deu voz à produção acadêmica, enaltecendo os trabalhos realizados por estudantes, graduandos nas mais diversas especializações, professores e remanescentes da Universidade.
O professor Eraldo Ferraz, diretor da Edufal e curador da Bienal, destacou o caráter inclusivo e o alcance da edição. “Essa Bienal foi marcada pela acessibilidade e pela democratização. A quantidade de livros lançados só foi possível graças à emenda do deputado federal Paulão, que acredita na universidade pública de qualidade. Tivemos 162 títulos publicados, todos dentro do prazo, o que é um grande feito. Essa Bienal foi humanizada, acadêmica e aberta — um espaço em que todo mundo pôde participar. É a universidade pública, gratuita e de qualidade que faz a Bienal de Alagoas acontecer”, celebrou.
Na parte da tarde, abrindo o último dia de lançamentos, três obras dividiram as atenções no estande da editora. Uma delas foi Suas em Alagoas: Trajetórias, Conquistas e Desafio, de Margarida Santos, que trouxe um conjunto de artigos escritos por ela, por outros autores e também por alunos e ex-alunos da Ufal numa proposta que pode ser considerada inédita pela ausência de publicações sobre o tema.
"Não existe muita publicação sobre o assunto, por isso eu venho investindo nessa área. Se você procurar um livro sobre assistência social, dificilmente vai encontrar. E a gente espera contribuir para o campo da Assistência Social, que como não existe muita produção, a gente espera ser criticada saber se concordam com que a gente escreveu e se discordarem melhor, porque a gente escreve mais”, declarou a professora.
O reitor da Universidade Federal de Alagoas, Josealdo Tonholo, representou a autora da obra Octávio Brandão: centenário de um militante na memória do Rio de Janeiro, que não pode comparecer, e comentou sobre o livro: “E esse livro teve agora uma revisão muito especial, Edvaldo e Iago foram para o Rio de Janeiro e fizeram uma série de entrevistas com a professora Luitgarde para reavivar esse livro, trazer uma série de coisas à memória de volta", disse ele.
Por fim, o livro Estudos da Paisagem: Modos de Operar veio para ofertar um novo olhar sobre os espaços da cidade e suas paisagens. “É um livro que se abre para reflexões e não traz tantas respostas prontas, talvez seja um livro que não traga muitos significados postos, mas que esperamos traga muita abertura de sentidos para trazer novos significados, ressignificar mesmo e experimentar vários espaços da cidade”, disse Ana Carolina, uma das organizadoras do livro.
Lançamentos noturnos
Entre os lançamentos da noite de encerramento estava o livro Amamentação e sexualidade: desvendando tabus e celebrando a Conexão Humana, organizado por Juliana Bento e Jovânia Marques. Ela disse que o tema discutido na obra ainda é tratado com acanhamento por muitas mulheres.
“O tema é muito polêmico e importante. Muitas mulheres se anulam na amamentação e esquecem de exercer sua sexualidade, como se estivessem apenas no papel de mães, quando não podem esquecer de si mesmas. A sexualidade é vida, e associá-la à amamentação é essencial, porque a mama representa tanto a sensualidade da mulher quanto uma parte fundamental de sua existência”, disse.
Por outro lado, Juliana Bento ressaltou que o livro nasceu de um recorte da pesquisa dela de doutorado. “É um tema tão relevante que ainda gera culpa e julgamento em muitas mulheres. Uma pessoa me disse hoje que sentia prazer durante o ato de amamentar, mas nunca teve com quem conversar sobre isso. Essa escuta mostra a importância de validar o tema e acolher essas experiências”, contou.
A última leva de lançamentos contou com os seguintes títulos:
Ações intersetoriais para promoção da saúde na atenção primária: do planejamento à avaliação, de Keila Cristina Pereira do Nascimento Oliveira, Danielly Santos dos Anjos Cardoso (org.);
Ecologia e pensamento crítico: literatura, ecocrítica e ecofeminismo, de Izabel Brandão, Laureny Lourenço, Edilane Ferreira (Org.);
História recente da Universidade Federal de Alagoas: o fim dos departamentos, de Jorge Eduardo de Oliveira;
Letramento Discursivo e Responsividade Docente, de Rita de Cássia Souto Maior, Silvio Nunes da Silva Júnior;
Saúde da Pessoa Idosa: Reflexões para o Cuidado Integral, de Divanise Suruagy Correia, Maria das Graças Taveira, Carlos Freire de Souza (Org.);
Teorias e modelos de enfermagem de médio alcance: aplicação na prática e na investigação, de Ingrid Martins (Org.).
Sobre a Bienal
A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é realizada pela Universidade Federal de Alagoas e pelo governo de Alagoas, com correalização da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes) e patrocínio do Senac e do Sebrae Alagoas.
Sob a curadoria do professor Eraldo Ferraz, diretor da Edufal, o maior evento cultural e literário do estado também tem como parceiros a plataforma de eventos Doity, a rede de Hotéis Ponta Verde, o Sesc, a Prefeitura de Maceió por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), além das secretarias de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), de Turismo (Setur) e de Comunicação (Secom) de Alagoas.
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