Educação, inclusão e diversidade pautam novos livros da Edufal
Lançamentos ocorreram no estande da própria editora - Foto: Jônatas Medeiros

Educação, inclusão e diversidade pautam novos livros da Edufal

Diversidade de assuntos dentro do universo educacional marca série de lançamentos, que contou com publicações tratando do autismo até o ensino superior

Paulo Canuto com Rodrigo Rocha - jornalistas / Jônatas Medeiros - fotógrafo

As publicações da 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas não param, e na noite desta terça-feira (4) mais oito obras foram lançadas, tendo a educação e suas diversas nuances como foco. Do autismo ao ensino da matemática, da educação antirracista ao reverenciar dos professores de história do passado.

Como em todos os lançamentos, a Bienal 2025 manteve um padrão para que todas as obras fossem lançadas pelo diretor da Edufal, professor Eraldo Ferraz, que destacou a importância dessas publicações não apenas para a literatura de uma forma geral, mas também nas discussões nos mais diversos campos da sociedade.

O diretor ressaltou ainda que esses lançamentos fizeram e fazem parte de um edital e que inclusive, de forma inédita, contou com uma cota para servidores técnicos da Ufal, reforçando o compromisso em abraçar a produção dos próprios servidores.

Rony Jefferson Albuquerque Farias, técnico da Ufal, em sua tese de doutorado usando o Colégio de Aplicação da Universidade como pesquisa, elaborou a obra Autistas em todos os espaços: reflexões sobre a inclusão escolar, livro esse que traz diversas perspectivas sobre a relação entre crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) inseridos em unidades educacionais, como por exemplo as perspectiva dos diversos sujeitos, gestores escolares, docentes, pais e cuidadores das crianças com TEA.

Rony conta que o que motivou essa pesquisa foi uma questão muito pessoal. “Esse meu livro foi fruto da minha pesquisa de doutorado, né? Quatro anos de pesquisa e eu sou um pai atípico, entendeu? Essa pesquisa foi motivada pelo meu filho e por toda a vivência que eu estou inserido, por isso esse livro cheio de afetividade busca a solidariedade, o estímulo para a humanidade e defende a inclusão escolar, em especial da criança com TEA na educação infantil”, contou.

Outra publicação que conversa diretamente com um dos pilares que compõem essa Bienal é a educação antirracista. Sobre a temática, também foi lançada  nesta terça-feira a obra Tecendo infâncias antirracistas: saberes, práticas e afetos na educação infantil brasileira, organizada por Cleriston Izidro dos Anjos, Laíse Soares Lima e Noélia Rodrigues dos Santos.

“Nenhuma pessoa nasce racista, ela se torna ao longo da vida e se a criança tiver acesso a uma educação que não exclua, as chances dela se tornar um cidadão melhor são enormes”, contou Laise Soares, que seguiu falando sobre a obra.

“O livro ‘Tecendo Infâncias Antirracistas’ representa uma luta, um movimento desde a primeira infância para que a gente possa, junto com as crianças, construir identidades fortes, identidades que vão além de um processo desse país que exclui, que muitas vezes discrimina; e que as crianças possam crescer e vivenciar um processo de desenvolvimento desde a mais tenra idade com características, afetos, singularidades, valorização positiva à cultura negra, à cultura afro-brasileira e afrodescendente”, disse.

Ela continua dizendo que tem tudo haver lançar uma obra com essa temática em uma Bienal onde o tema relaciona Brasil e África, levando em consideração que esse livro tem a colaboração de diversos autores brasileiros sobre a temática e ela ainda comemora e deseja que essa obra possa ajudar não só na discussão sobre a educação antirracista, mas que também seja um suporte na formação de novos profissionais da educação.

Dividido em três partes, o livro “Educação infantil em foco: intersecções entre pesquisa, extensão e práticas pedagógicas”, organizado pelas professoras Idnelma Lima da Rocha e Meiriane Ferreira Bezerra Santos, trata-se de uma coletânea de artigos de diversos professores que atuam na educação infantil. As organizadoras fizeram uma intersecção entre as pesquisas, projetos de extensão e práticas pedagógicas na educação infantil,trazendo algumas pesquisas que foram desenvolvidas para a dissertação de  mestrado nas universidades do Nordeste, com experiências nas Universidades Federisl de Alagoas, Sergipe, Bahia e Pernambuco.

A obra também dedica uma parte para apresentar projetos de extensão e relatos de experiências que foram desenvolvidos na própria Escola de Aplicação da Ufal. Idnelma Lima contou que lançar sua obra num evento tão grandioso quanto a Bienal é muito importante.

“A Bienal é um espaço democrático, tem todo esse alcance, então é uma satisfação muito grande poder ter conseguido participar deste edital e termos sido selecionadas, sem contar que estamos muito felizes por estar dando essa contribuição também para a sociedade e para os profissionais da educação infantil, em especial” destacou.

Outros títulos foram lançados na ocasião como: Direitos humanos: qual o seu real espaço no ensino jurídico alagoano de Lana Lisier de Lima Palmeira; Educação transformadora: inspiração e ações para a mudança, de Lenilda Austrilino e Ana Elena Marcelino Austrilino Paz; Historiadores/as da educação em Alagoas, de Edgleide Clemente e Ivanildo Gomes; O silenciamento da diversidade: análise discursiva da BNC para a formação de professores, de Josenilda Rodrigues de Lima; e por fim, Práticas pedagógicas no ensino de matemática: diferentes abordagens para a educação básica, de Edlene Santos.

Uma frase de Cleriston Izidro resumiu bem a noite das publicações. Nela, o autor abraçou todas as publicações ali presentes e fez a seguinte afirmação: “Melhor do que uma formação inclusiva, é uma educação infantil não excludente”, destacou.

Sobre a Bienal

A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é realizada pela Universidade Federal de Alagoas e pelo governo de Alagoas, com correalização da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes) e patrocínio do Senac e do Sebrae Alagoas.

Sob a curadoria do professor Eraldo Ferraz, diretor da Edufal, o maior evento cultural e literário do estado também tem como parceiros a plataforma de eventos Doity, a rede de Hotéis Ponta Verde, o Sesc, a Prefeitura de Maceió por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), além das secretarias de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), de Turismo (Setur) e de Comunicação (Secom) de Alagoas.

Acompanhe as novidades da Bienal 2025 por meio do site oficial  e também pelas redes sociais com o perfil @‌bienaldealagoas no InstagramThreads Facebook.

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