Cultura: roda de tambores promove intervenção musical
Apresentação musical encantou o público presente e embalou a tarde no Palco Sesc - Foto: Jônatas Medeiros

Cultura: roda de tambores promove intervenção musical

Batucada aconteceu no Palco Sesc, na feira gastronômica, e exaltou musicalmente os laços entre Brasil e África

Paulo Canuto - jornalista / Jônatas Medeiros - fotógrafo

Não tem como falar de África e esquecer a música! Se as culturas desses povos se misturam e se completam, o batuque e os tambores são a trilha sonora. Com essa ideia, Wilson Santos e a Orquestra de Tambores de Alagoas promoveram uma intervenção artístico-musical que aconteceu no Palco Sesc, na Feira Gastronômica, que fica na entrada da Bienal 2025, e trouxe para o público os ritmos originais da África que influenciaram diversos ritmos conhecidos pelo brasileiros.

Foram executados ritmos afro-brasileiros como ijexá, congo e samba de roda, demonstrando a fusão entre as tradições africanas e as manifestações culturais que se consolidaram no Brasil. O público apreciou o espetáculo cada um à sua maneira, uns dançando, outros apenas aplaudindo, mas o que mais se viu foram as pessoas com um olhar de admiração pelo som que emanava dos tambores e das expressões dos músicos no palco: de clara satisfação em fazer música.

“Não tem como falar de África sem música, né? É conexão com a nossa ancestralidade, e a música nos conecta com eles, com nossos ancestrais, então a gente sente na pele, a energia já é outra. O arrepio chega, a espiritualidade encosta, se comunica e dialoga conosco; e nesse lugar aqui, que é ancestral, ouvir a roda de tambores é um encanto!” contou a escritora Paula Brito.

O “comandante” dessa intervenção foi o percussionista Wilson Santos, da Orquestra de Tambores de Alagoas, que mostrou através da música que o tambor também é tecnologia a ser refletida.

”Olha, o tambor também é ciência mesmo, o tambor é tecnologia ancestral e acima de tudo o tambor perpassa tempo. O tambor também não é só da cultura afro-brasileira e africana, ele tá presente em todas as culturas do mundo e tem uma força que é atemporal. Você encontra o tambor desde dos primórdios da civilização até hoje”, contou Wilson.

Ele continuou dizendo que o tambor não é apenas uma linguagem ancestral, mas também contemporânea, fazendo desse um diálogo extremamente pertinente. Quando perguntado sobre a reação do público a essa intervenção, ele conta que o tambor não é apenas o instrumento musical, mas vai além.

“Eu costumo dizer que o principal tambor tá dentro de nós, que é nosso coração que pulsa forte, né? Então a gente carrega um tambor dentro de nós, e o tambor tem a  liberdade de transitar em todo e qualquer espaço, e eu acredito que o instrumento muitas vezes é capaz de catalisar nossas emoções, catalisar os momentos, né? E como não deixa de ser uma linguagem, estar dentro da Bienal, principalmente a Bienal com essa temática, faz com que as pessoas que o ouvem se conectem com a música, com o instrumento que tocamos aqui e o tambor que há dentro delas”, finalizou.

Sobre a Bienal

A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é realizada pela Universidade Federal de Alagoas e pelo governo de Alagoas, com correalização da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes) e patrocínio do Senac e do Sebrae Alagoas.

Sob a curadoria do professor Eraldo Ferraz, diretor da Edufal, o maior evento cultural e literário do estado também tem como parceiros a plataforma de eventos Doity, a rede de Hotéis Ponta Verde, o Sesc, a Prefeitura de Maceió por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), além das secretarias de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), de Turismo (Setur) e de Comunicação (Secom) de Alagoas.

Acompanhe as novidades da Bienal 2025 por meio do site oficial e também pelas redes sociais com o perfil @‌bienaldealagoas no Instagram, Threads e Facebook.

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