Livro que intitula Bienal e analisa relação Brasil-África é lançado
Professor do curso de história da Ufal, Gian Melo é um dos organizadores do livro - Foto: Jônatas Medeiros

Livro que intitula Bienal e analisa relação Brasil-África é lançado

Obra percorre quatro séculos da presença africana no Brasil, registrando, analisando e convidando à reflexão sobre diversos aspectos da identidade nacional

Roberto Amorim - jornalista / Jônatas Medeiros - fotógrafo

A primeira noite de lançamentos com o selo da Editora da Universidade Federal de Alagoas (Edufal), que aconteceu na última sexta-feira (31), teve como carro-chefe o livro Brasil e África ligados culturalmente nos seus ritos e raízes, que também dá título a 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas.

A coletânea de 14 artigos de pesquisadores e pesquisadoras de várias partes do Brasil foi organizada pelo professor do curso de História da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Gian Melo e pelas pesquisadoras Giselda Brito e Valeria Costa, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

A trajetória do livro percorre quatro séculos da presença africana em terras brasileiras, registrando, analisando e convidando para reflexão sobre diversos aspectos da identidade nacional. O ponto de partida são os africanos nas alagoas no século XVI até aspectos culturais e artísticos do século 20, passando pelo tráfico negreiro transatlântico entre as cidades do Porto e Recife.

Também estão presentes as devoções e santos negros entre Angola, Portugal e Brasil. “É o livro tema da Bienal, que começou a ser gestado ano passado depois de uma conversa com o professor Eraldo Ferraz, curador da Bienal. Num esforço conjunto com as professoras da UFPE, conseguimos a adesão de pesquisadores de excelência no CNPq para compor a coletânea”, disse o professor Gian Melo, durante o lançamento, que contou com a participação de estudantes e professores da Ufal.

Professor do curso de Teatro licenciatura da Ufal, Anderson Almeida ficou responsável pelo artigo que discute a arte alagoana contemporânea a partir do conhecimento secular africano. “É um olhar atento sobre as marcas da cultura de matriz africana na diversidade das manifestações artísticas de Alagoas, desde a música até a pintura, passando pelos folguedos populares e as danças”, contou.

O Quilombo Literário do estande da Edufal também abrigou o lançamento dos livros Bacteriologia geral para as ciências biológicas e da saúde, organizado por Fernanda Cristina; e A essência do conceito de confiança: um enfoque reflexivo, de Wellington Gomes e Edivanio Duarte de Souza.

A Assessoria de Comunicação da Ufal também participou dos lançamentos da primeira noite da Edufal com a nova edição da Revista Saber Ufal, que evidencia as ações de pesquisa e extensão dos cursos de Teatro, Dança e Música da Universidade.

Sobre a Bienal

A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é realizada pela Universidade Federal de Alagoas e pelo governo de Alagoas, com correalização da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes) e patrocínio do Senac e do Sebrae Alagoas.

Sob a curadoria do professor Eraldo Ferraz, diretor da Edufal, o maior evento cultural e literário do estado também tem como parceiros a plataforma de eventos Doity, a rede de Hotéis Ponta Verde, o Sesc, a Prefeitura de Maceió e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), além das secretarias de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), de Turismo (Setur) e de Comunicação (Secom) de Alagoas.

Acompanhe as novidades da Bienal 2025 por meio do site oficial e também pelas redes sociais com o perfil @bienaldealagoas no InstagramThreads e Facebook.

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