Edufal oferece mais de 800 obras e 163 lançamentos de livros
Editora celebra ainda o alto número de obras de pesquisadores de cidades do interior do estado
Roberto Amorim - jornalista / Adriano Arantos - fotógrafo
Em frente a grande árvore africana baobá da praça de autógrafos, o estande da Editora da Universidade Federal de Alagoas (Edufal) é parada obrigatória para os interessados no saber científico produzido não apenas em solo alagoano, mas de obras publicadas pelas editoras universitárias de todo país, com presença marcante da região Nordeste.
E os números impressionam! São 45 metros recheados de estantes de livros, mesas e puffs coloridos para sentar, conversar e ler, mais de 800 obras de todas as áreas do conhecimento (como humanas, exatas, saúde), além de 163 novos títulos que serão lançados durante os 10 dias de intensa programação da Edufal na 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas.
Não à toa, 10 metros do estande é destinado aos lançamentos, num espaço chamado de Quilombo Literário e que terá sessões de autógrafos nos três turnos – manhã, tarde e noite – dos dez dias de Bienal.
Interior presente
Nesta edição, a direção da Edufal comemora, ainda, a expressiva quantidade de obras de pesquisadores de cidades do interior do estado, como Arapiraca, Delmiro Gouveia e Penedo, municípios onde a Ufal está presente com ensino e ações de extensão e pesquisas.
“É um espaço pensando para mostrar aos alagoanos o quanto nossos pesquisadores produzem ciência de qualidade com reconhecimento nacional. É um espaço de reconhecimento, visibilidade e gratidão aos homens e mulheres dedicados ao avanço do nosso estado nas diversas áreas do conhecimento humano”, ressaltou Eraldo Ferraz, diretor da Edufal e curador da Bienal.
Raízes entre Brasil e África
No estande da Edufal, também é possível encontrar novas edições de clássicos da Coleção Nordestina, como os escritos por Théo Brandão, Arthur Ramos, Diégues Júnior e João Craveiro Costa. Na lista do mais novos, estão os três volumes de Baixo São Francisco – Características Ambientais e Sociais, resultado das expedições científicas pelas águas que cortam os estados de Alagoas e Sergipe.
Em sintonia com o tema da Bienal 2025, as estantes que abrigam as publicações da Universidade Federal de Bahia (Ufba) abrigam dezenas de obras que estudam a força das raízes entre Brasil e África, como O poder da cultura e a cultura do poder – a disputa simbólica da herança cultural negra do Brasil, de Jocélio Teles dos Santos.
Para Jorge Pereira, que trabalha na Edufal desde a primeira Bienal, em 1998, é uma alegria participar da décima primeira edição do evento e fazer parte, mais um ano, da equipe do estande. “O mais que nos orgulha é acompanhar o expressivo aumento de lançamentos da Edufal a cada Bienal. E precisamos mostrar essa produção aos alagoanos, além dos preços que estão irresistíveis”, destacou.
Sobre a Bienal
A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas acontece de 31 de outubro a 9 de novembro, é realizada pela Universidade Federal de Alagoas e pelo governo de Alagoas, com correalização da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes) e patrocínio do Senac e do Sebrae Alagoas.
Sob a curadoria do professor Eraldo Ferraz, diretor da Edufal, o maior evento cultural e literário do estado também tem como parceiros a plataforma de eventos Doity, a rede de Hotéis Ponta Verde, o Sesc, a Prefeitura de Maceió e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), além das secretarias de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), de Turismo (Setur) e de Comunicação (Secom) de Alagoas.
Acompanhe as novidades da Bienal 2025 por meio do site oficial e também pelas redes sociais com o perfil @bienaldealagoas no Instagram, Threads e Facebook.