Empreendedores de comunidades participam de Feira Gastronômica
Objetivo do Projeto Feira Negócio da Grota é valorizar o empreendedorismo das comunidades, gerar renda e dar visibilidade aos negócios locais
Fabiana Barros – jornalista / Jônatas Medeiros – fotógrafo
A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas representa também uma oportunidade de negócios para os empreendedores. Um exemplo de como a economia circula, a partir de um grande evento como a Bienal, é a Feira Gastronômica, localizada na parte externa do lado esquerdo do Centro de Convenções Ruth Cardoso. Para participar desse grupo, um critério foi condicionante: pessoas que sejam provenientes de comunidades. O espaço tem uma ambientação acolhedora e conta com 16 microempreendedores, sendo a maioria mulheres.
O curador da Bienal, professor Eraldo Ferraz, destacou a importância do projeto e ressaltou que não houve custo para esses empreendedores exporem seus produtos. “A Bienal está gerando emprego temporário durante esses dez dias. A gente está tendo um olhar também social, e isso é muito importante: dar oportunidade”, comentou.
A oportunidade a que Ferraz se refere pode ser representada por Elisabeth Menezes de Souza. Sua história é parecida com a de milhares de mulheres que não conseguem um emprego formal e buscam a sobrevivência com o que sabem fazer. No caso dela, cozinhar. É desse ofício que dependem o sustento dela, das três filhas e do marido, que também ajuda.
Moradora da Vila Brejal, Elisabeth é ambulante. Na Feira Gastronômica, ela está comercializando espetinhos, salgados, batata frita, entre outras opções. “Está sendo vantajoso. O faturamento está um pouco acima do que eu esperava”, afirmou. Ela e os demais expositores, cada um com o seu estande, não pagaram pelo espaço.
Andressa Rayane dos Santos Gomes usa as redes sociais para divulgar seus produtos. Nada de loja física. Ela agarrou a oportunidade de participar da Bienal e divulgar os seus produtos. “A gente vendeu bastante hoje e sai daqui muito feliz, muito animada para o dia de amanhã. A expectativa é dobrar as vendas”, comentou, acrescentando que tem o sonho de crescer como empreendedora.
Mulher preta, periférica, que usa sua força de trabalho para pagar suas contas. Cheia de sabor e de aroma, ela vende acarajé. “Se não tiver esses eventos, a gente não sobrevive. Onde moro, passo por muitos processos. Sou uma mulher preta, de matriz africana, e o preconceito impera”, comentou. Segundo ela, a temática do evento tem ajudado, inclusive, nas vendas.
Poder público
A coordenadora de Estudos e Soluções para Grotas e Regiões Vulneráveis, Lycianne Porfírio, explicou que a Feira Negócio da Grota é uma iniciativa do Instituto de Pesquisa, Planejamento e Licenciamento Urbano e Ambiental (Iplam) da Prefeitura Municipal de Maceió. “Já realizamos três edições da feira, sempre oferecendo capacitações em marketing digital, precificação, atendimento ao público e boas práticas, para que cada empreendedor participe mais preparado e confiante”, explicou.
Sobre a Bienal
A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é realizada pela Universidade Federal de Alagoas e pelo governo de Alagoas, com correalização da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes) e patrocínio do Senac e do Sebrae Alagoas.
Sob a curadoria do professor Eraldo Ferraz, diretor da Edufal, o maior evento cultural e literário do estado também tem como parceiros a plataforma de eventos Doity, a rede de Hotéis Ponta Verde, o Sesc, a Prefeitura de Maceió por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), além das secretarias de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), de Turismo (Setur) e de Comunicação (Secom) de Alagoas.
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