Estudantes de Palmeira dos Índios desfilam e lançam livro sobre cavalhadas
Desfilando pelos corredores do Centro de Convenções, a cavalhada e a banda de pífano mirim encantaram os presentes
Janaina Farias – jornalista / Renner Boldrino – fotógrafo
O quinto dia da 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas começou com um desfile onde o vermelho e o azul protagonizaram uma manifestação cultural popular conhecida como cavalhada. Os responsáveis pela apresentação foram os estudantes da Escola Municipal Noé Simplício do Nascimento, localizada no povoado Bonifácio, em Palmeira dos Índios.
Vestidos a caráter, os jovens desfilaram pelos corredores do Centro de Convenções de Maceió acompanhados pelo som da banda de pífano mirim da escola, traduzindo muita cultura, história e manifestação popular, resgatando um pouco da tradição das cavalhadas alagoanas.
A apresentação integrou o lançamento da segunda edição do livro Cavalhadas de Alagoas: Religiosidade e Memórias Coletivas, de autoria da professora Ana Cristina, da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), publicado pela Editora Performance.
A docente explica que a obra é fruto de um projeto de extensão universitária que une pesquisa sobre religiosidade popular, sociedade e cultura no estado de Alagoas, onde o projeto de extensão é sobre cavalhada no estado: “O objetivo é que a cultura seja trabalhada no chão da escola”, explicou a professora Ana Cristina.
Ela diz que começou com a contação de histórias e depois disso foram trabalhando com a arte e os sujeitos do lugar. “É necessário que entendam o simbolismo das cores, o que representa o azul e o vermelho, que está no nosso folclore, que está na nossa cultura, o azul era dos católicos e o vermelho era dos mouros, então representa as batalhas medievais entre mouros e cristãos”, completou a docente.
Resgate da cultura popular
A diretora da escola, Vanessa Basílio, destacou a importância da iniciativa para o resgate da cultura popular: “A nossa escola é pioneira na cavalhada mirim do estado de Alagoas. Esse projeto começou a partir do livro da professora Ana Cristina, e nós abraçamos com muito carinho. Hoje temos o orgulho de apresentar nossos alunos e mostrar que as novas gerações estão aprendendo e mantendo viva essa tradição”, afirmou.
Para ela, o objetivo é buscar resgatar a cultura alagoana: “A gente sabe que Alagoas é um estado que tem a cultura das cavalhadas, então o propósito é recuperar, para não deixar essa cultura se perder, incentivando as crianças desde pequenininhas a resgatar as cavalhadas e quem sabe mais na frente se tornarem adultos e participando ainda das cavalhadas”, pontuou a diretora, ao dizer que o projeto contou também com a parceria da prefeitura de Palmeira dos Índios e da Secretaria de Educação do Município.
Participação ativa dos estudantes
Ao todo, 20 alunos participaram da programação, representando dois projetos: a Cavalhada Mirim e a Banda de Pífano Mirim, que emocionaram o público com sua apresentação. Além das apresentações, os estudantes também contribuíram para o livro, criando capas e participando com depoimentos junto à comunidade escolar e à Secretaria de Educação de Palmeira dos Índios.
“Nossos alunos também participaram do livro, criando capas e participando junto com a comunidade. Tanto eu quanto a Secretaria de Educação, quantos professores e comunidade temos falas nesse livro”, frisou a participação no livro.
Uma das rainhas da apresentação da cavalhada, a estudante Maria Laura, de 10 anos, contou o que mais gostou na visita à Bienal e na participação dela na cavalhada: “É muito bom estar aqui, tem muitos livros e histórias diferentes. Aprendi bastante sobre as cavalhadas e estou adorando participar.”, frisou a estudante.
Sobre a Bienal
A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é realizada pela Universidade Federal de Alagoas e pelo governo de Alagoas, com correalização da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes) e patrocínio do Senac e do Sebrae Alagoas.
Sob a curadoria do professor Eraldo Ferraz, diretor da Edufal, o maior evento cultural e literário do estado também tem como parceiros a plataforma de eventos Doity, a rede de Hotéis Ponta Verde, o Sesc, a Prefeitura de Maceió por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), além das secretarias de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), de Turismo (Setur) e de Comunicação (Secom) de Alagoas.
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