Expositores esperam crescimento nas vendas durante evento
Com produtos artesanais e vendas de livros bem acessíveis, a Bienal espera movimentar o mercado editorial e artesanal.
Janaína Farias - jornalista
A expectativa para a abertura da 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é das melhores e tanto expositores quanto visitantes já vivem a empolgação dos preparativos. Com o tema Brasil e África ligados culturalmente nos seus Ritos e Raízes, o evento promete movimentar o mercado editorial e artesanal do estado, atraindo públicos de todas as idades e fortalecendo o intercâmbio cultural entre diferentes regiões.
A proprietária do estande Coisas da Cris, a artesã Cristiana Costa, uma das expositoras da feira, acredita que as vendas serão positivas. “Estou trazendo materiais pedagógicos feitos à mão e produtos artesanais como pinturas, bolsas e ecobags. A Bienal está proporcionando um espaço incrível para mostrar o valor da arte e da cultura”, afirmou.
Cristiana explicou que seus produtos variam de R$ 5 a R$ 150, com opções acessíveis para diferentes públicos no estande que busca atingir desde o público infantil até o adulto, valorizando a diversidade de gostos e faixas etárias. A artesã trouxe novamente sua famosa instalação “A Gaiola”, criada para representar a liberdade da arte e da leitura.
Ela explica que a Gaiola simboliza que não devemos prender nada, nem pessoas, nem ideias. “Assim como os pássaros têm asas para voar, nós temos a arte, a leitura e a cultura para usufruir”, destacou Cristiana ao reforçar que sua arte “vai aonde o público a chama”. Para ela, o trabalho artesanal representa sustentabilidade e cultura, valores que carrega em cada peça que expõe.
Nesta edição da Bienal, a artista leva artes de Bumba Meu Boi e pinturas afro, expressões que, segundo ela, simbolizam o que precisa mostrar ao público, que é a cultura e a nossa arte.
Expectativa em alta
Já a escritora e fundadora da Editora Viajante do Tempo, Regina Gonçalves, trouxe uma seleção de obras voltadas para os públicos jovem adulto e infantil, com enfoque afro e multicultural. Ela revelou que a expectativa de vendas este ano é ainda maior do que na edição anterior, realizada em 2023.
“Estamos sendo mais conhecidos agora, o público entende melhor o que oferecemos. Trouxemos cerca de 30 caixas de livros, entre títulos infantis e jovens adultos, com preços entre R$ 20 e R$ 40”, explicou.
Entre os destaques do estande estão a série Kiriku e a Feiticeira, de Michel Ocelot, e obras que apresentam o conceito Ubuntu, sendo o livro infantil mais procurado, que traz uma filosofia africana que expressa a ideia de que “eu sou porque nós somos”, ideia muito proferida por Nelson Mandela. Segundo Regina, títulos como esse têm despertado grande interesse do público infantil.
Além do foco nas vendas, a editora reforçou o impacto cultural da Bienal. “Participamos também de feiras internacionais, mas estar aqui em Alagoas tem um significado especial. É uma oportunidade de aproximar o público brasileiro da nossa produção e das raízes africanas presentes em nossa cultura”, comentou.
Com o público crescente e o retorno de editoras e artistas de todo o país, a Bienal deve superar as expectativas de vendas da última edição, consolidando-se como um dos maiores eventos literários do Nordeste.
Para ambos os expositores, mais do que números, o que se vende na Bienal é inspiração, arte e o prazer de ler.
Sobre a Bienal
A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é realizada pela Universidade Federal de Alagoas e pelo governo de Alagoas, com correalização da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes) e patrocínio do Senac e do Sebrae Alagoas.
Sob a curadoria do professor Eraldo Ferraz, diretor da Edufal, o maior evento cultural e literário do estado também tem como parceiros a plataforma de eventos Doity, a rede de Hotéis Ponta Verde, o Sesc, a Prefeitura de Maceió e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), além das secretarias de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), de Turismo (Setur) e de Comunicação (Secom) de Alagoas.
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