Flora e Alecrim: apresentação com muita história e aprendizado
Dupla de artistas encanta e educa jovens estudantes através da cultura - Foto: Renner Boldrino

Flora e Alecrim: apresentação com muita história e aprendizado

Peça une teatro, cultura e ancestralidade em uma celebração das ligações entre África e Brasil

Ryan Charles - estudante de jornalismo / Renner Boldrino - fotógrafo

Até o próximo dia 9 de novembro, o Teatro Gustavo Leite, anexo ao Centro de Convenções, recebe diversas atrações da 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas. Neste sábado (1), as atividades foram abertas com o espetáculo “Flora e Alecrim – Contos Africanos”, da dupla teatral alagoana que encantou o público com uma viagem imersiva ao continente africano.

A apresentação dialoga diretamente com o tema desta edição “Brasil e África: ligados culturalmente em seus ritos e raízes”, celebrando a riqueza da cultura afro-brasileira, suas belezas, tradições e a diversidade das vivências do povo africano.

O ator Pierre Pellegrini, intérprete de Alecrim, destacou o caráter simbólico do processo de criação da peça, que resgata elementos de suas próprias origens africanas.

“Visualmente, nossa peça bebe muito dessa fonte nas vestes, nos instrumentos, no atabaque, nos elementos cênicos, como os panos africanos, o tapete e a estopa. Tudo é uma referência africana. Nosso objetivo é apresentar tudo isso a esse grande público”, afirmou o ator.

A atriz Bethe Miranda, que dá vida à personagem Flora, ressaltou a importância de a Bienal promover o diálogo entre Brasil e África.

“Essa ideia de criar uma ponte entre esses dois locais é essencial, porque nos permite tratar temas atuais, como a autoestima dos povos negros, especialmente das meninas, sobre valorizar o cabelo, o nariz, sobre amar quem elas são. Nosso trabalho é isso: além de pesquisar o passado, que é fundamental, também atualizar essas narrativas para o presente”, destacou.

Para o público, a experiência foi transformadora. Emanuella Lima, coordenadora da Escola Municipal Dinah Fonseca, de Messias, contou que o espetáculo reforçou o trabalho desenvolvido na escola sobre a valorização da cultura afro-brasileira.

“A peça foi super interessante. Eles trataram de pontos importantes e até surpreendentes, como a galinha-d’angola, tão presente no nosso dia a dia e que às vezes passa despercebida. Foi muito bom ver nossos alunos aprendendo e interagindo com eles”, afirmou.

Entre os visitantes, Stefanny Lara, de 14 anos, foi atraída pela apresentação enquanto passeava com a mãe pelo evento.

“Nem esperava gostar tanto! Achei linda a energia deles no palco. Deu vontade de ficar mais tempo e voltar para ver outras apresentações. É sempre bom vir à Bienal, aprender e conhecer coisas novas”, contou a jovem.

Para saber mais sobre a programação do Teatro Gustavo Leite ou da programação geral da Bienal, basta acessar bienal.ufal.br

Sobre a Bienal

A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é realizada pela Universidade Federal de Alagoas e pelo governo de Alagoas, com correalização da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes) e patrocínio do Senac e do Sebrae Alagoas.

Sob a curadoria do professor Eraldo Ferraz, diretor da Edufal, o maior evento cultural e literário do estado também tem como parceiros a plataforma de eventos Doity, a rede de Hotéis Ponta Verde, o Sesc, a Prefeitura de Maceió e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), além das secretarias de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), de Turismo (Setur) e de Comunicação (Secom) de Alagoas.

Acompanhe as novidades da Bienal 2025 por meio do site oficial e também pelas redes sociais com o perfil @bienaldealagoas no Instagram, Threads e Facebook.

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