Guerreiro Alagoano encanta com projeto que une ludicidade e cultura popular
Trabalho incentiva crianças a conhecer e valorizar suas raízes culturais
Ryan Charles - estudante de Jornalismo / Renner Boldrino – fotógrafo
O Guerreiro Alagoano, um dos folguedos mais característicos do estado, ganhou destaque nesta quinta-feira (6) na programação da 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas, que recebeu a mesa-redonda Ludicidade, Corpo e Cultura Popular, valorizando o que há de melhor nessa manifestação histórica. A ação teve como objetivo discutir o despertar das crianças para o brincar e o conhecimento da cultura popular por meio das histórias, tradições e manifestações culturais.
O debate partiu da análise de um projeto que vem sendo desenvolvido há quase dois anos no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Professora Albene Clarindo Duarte, sob a mediação do mestre Nildo Verdelinho. Além dele, participaram da atividade a diretora do CMEI, Ana Cristina de Oliveira, e as professoras Lenira Haddad e Miraira Manfroi. O momento também contou com uma apresentação especial do Guerreiro encenado pelas crianças de 4 a 6 anos da escola, o que encantou o público, que se deixou envolver pela dança e pela alegria dos pequenos.
O mestre explicou um pouco sobre o projeto que inspirou a mesa e destacou como a ação vem ampliando o olhar da comunidade para o incentivo à cultura popular desde a infância.
“Nosso método de ensino envolve a cultura popular, no meu caso, a gente utiliza elementos dela para despertar o interesse das crianças em brincar. Tudo é feito de uma forma lúdica, com brincadeiras, para que as crianças se sintam convidadas, escutadas e atraídas para participar das atividades. Além disso, queremos mostrar para as pessoas que a cultura popular nas escolas não é um gasto, e sim um investimento”, explicou.
Para a diretora Ana Cristina de Oliveira, o momento vivido na Bienal reforça a conexão entre as raízes africanas e a identidade brasileira, já que o Guerreiro também nasce desse encontro.
“O Guerreiro" é uma expressão que nasce do encontro de três culturas — europeia, indígena e africana. Nós somos sujeitos tecidos por essas três matrizes, mas conhecemos muito pouco sobre elas. E isso acontece porque, historicamente, não nos permitiram conhecer nossas essências e ancestralidades. A educação infantil, portanto, é um espaço propício para reconstruirmos essa relação, para formarmos sujeitos autônomos que se reconheçam como brasileiros, nordestinos e alagoanos”, reforçou.
O mestre Nildo reafirmou a fala da diretora e celebrou o espaço conquistado na Bienal como uma vivência única, tanto para a difusão do Guerreiro quanto para as próprias crianças. “Estamos saindo dos muros da escola para ocupar um espaço muito importante, que é a Bienal. As crianças deixaram momentaneamente as aulas regulares para participarem dessa vivência, o que é muito significativo para todos nós”, finallizou.
Sobre a Bienal
A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é realizada pela Universidade Federal de Alagoas e pelo governo de Alagoas, com correalização da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes) e patrocínio do Senac e do Sebrae Alagoas.
Sob a curadoria do professor Eraldo Ferraz, diretor da Edufal, o maior evento cultural e literário do estado também tem como parceiros a plataforma de eventos Doity, a rede de Hotéis Ponta Verde, o Sesc, a Prefeitura de Maceió por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), além das secretarias de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), de Turismo (Setur) e de Comunicação (Secom) de Alagoas.
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