Histórias de resistência e superação em destaque na Praça de Autógrafos
Praça de Autógrafos recebe autores independentes até domingo (Foto: Jônatas Medeiros)

Histórias de resistência e superação em destaque na Praça de Autógrafos

Obras de Paula Brito e Juliana Cabral destacam o protagonismo negro e a força da escrita como ferramenta de cura e identidade

Ryan Charles - estudante de Jornalismo / Jônatas Medeiros e Renner Boldrino - fotógrafo

Os autores independentes continuam emocionando os visitantes da 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas. Até o dia 9 de novembro, centenas de escritores passarão pelo espaço de lançamentos, localizado na Praça Dandara, no Centro de Convenções, apresentando obras que inspiram, transformam e dão voz a diversas trajetórias.

Entre os destaques do dia (4) esteve Paula Brito, que veio diretamente de Salvador para lançar três obras: Será que as Mães Viram Estrelas, Embarcando em uma Grande Expedição e Liga do Dendê: Contos de Erê - esta última é a primeira coletânea negra, baiana e brasileira, reunindo 20 escritores negros e suas histórias diversas.

Com foco no protagonismo negro, os livros de Paula abordam temas como afetividade, relações humanas e os desafios de convivência e resistência. Para a autora, participar da Bienal, que nesta edição reforça o elo entre Brasil e África, é uma forma de valorizar suas origens: “É algo muito importante pra nós, escritores negros. Tenho sentido muito acolhimento e reciprocidade do público. A procura pelos livros está grande, e isso me deixa muito feliz”, destacou a autora.

Superação

A Bienal também foi palco de histórias de força e renascimento, como a da escritora Juliana Cabral, que lançou seu livro de estreia Diário de Uma Paciente Oncológica. A obra reúne textos e cordéis que narram sua jornada desde a descoberta do câncer até o término do tratamento, um relato sensível de coragem.

“Quando recebi o diagnóstico, encontrei na escrita uma forma de desabafar tudo o que estava vivendo. Comecei a escrever textos, que começaram a ser divulgados, e as pessoas diziam que estavam sendo impactadas pela forma como eu estava enfrentando o tratamento. E a partir daí tudo tomou forma”, contou Juliana.

Hoje, aos 46 anos, ela celebrou o sonho realizado de estar na Bienal como autora. “Estar aqui é um sonho indescritível. Ter sido selecionada para expor é uma conquista enorme. Quero que o livro alcance mais pessoas e sirva de inspiração, mostrando que, mesmo diante da tempestade, ainda é possível encontrar flores pelo caminho”, disse, emocionada.

Para conhecer estas e mais autores que fazem a diferença na escrita independentes, você já sabe: a Bienal Internacional do Livro de Alagoas segue até o dia 9 de novembro, com lançamentos a partir das 10h e até oito estreias simultâneas a cada duas horas. Venha se inspirar e conhecer de perto as histórias de quem transforma a vida em literatura!

Sobre a Bienal

A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é realizada pela Universidade Federal de Alagoas e pelo governo de Alagoas, com correalização da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes) e patrocínio do Senac e do Sebrae Alagoas.

Sob a curadoria do professor Eraldo Ferraz, diretor da Edufal, o maior evento cultural e literário do estado também tem como parceiros a plataforma de eventos Doity, a rede de Hotéis Ponta Verde, o Sesc, a Prefeitura de Maceió por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), além das secretarias de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), de Turismo (Setur) e de Comunicação (Secom) de Alagoas.

Acompanhe as novidades da Bienal 2025 por meio do site oficial e também pelas redes sociais com o perfil @‌bienaldealagoas no Instagram, Threads e Facebook.

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