Histórias, vivências e conexões: Praça Dandara valoriza autores independentes
Com uma gama de autores e diversos gêneros, local vem reunindo autores de todo país na Bienal Internacional do Livro de Alagoas
Ryan Charles - estudante de Jornalismo / Renner Boldrino - fotógrafo
A Praça Dandara de Autógrafos segue reunindo histórias, vivências e conexões dos autores independentes alagoanos na 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas. Nesta quinta-feira (6), aproximadamente 30 das centenas de obras foram lançadas no espaço, encantando o público e dando voz àqueles que vivem para transformar vidas por meio da leitura.
O livro O Zinho e as Cinco Linguagens do Amor, da autora Elisângela Barbosa, é um dos exemplos de que a leitura é sinônimo de carinho e acolhimento. A obra já passou por Bienais em outros estados e chegou a Alagoas com o objetivo de psicoeducar, tanto crianças quanto adultos, sobre as formas de receber e conceder amor.
Veterana em eventos do segmento, a autora destacou a importância da Bienal alagoana: “A nossa Bienal aqui em Alagoas não deixou nada a desejar. A estrutura está excelente e é um evento muito democrático, tanto para os autores quanto para todos os envolvidos. Tem sido um espaço muito acolhedor, o que combina perfeitamente com a proposta do livro, que fala justamente sobre conexões afetivas. Então, está tudo em sintonia”, reforçou.
Histórias interestaduais
Diretamente de Natal, no Rio Grande do Norte, o autor Thiago Medeiros veio à Bienal de Alagoas para lançar dois títulos: No Pescoço do Infinito e O Dilúvio dos Silêncios. São obras que tratam da trajetória de um herói, dos relacionamentos afetivos e amorosos, da dependência química e do autoconhecimento.
“Essas obras, na verdade, trazem também uma mensagem de esperança; essa esperança necessária para que a gente possa sobreviver neste mundo. Então, trazer isso para uma Bienal é muito importante, e participar dela é realmente gratificante”, contou o autor.
Aproveitando e aprendendo
Ozaina Barros, autora de A Vaquinha Mimosa, de Menino Zé e A Floresta Está Pegando Fogo!, destacou como a Praça de Autógrafos é um exemplo de como a leitura é democrática e transformadora, além de valorizar os autores de maneira justa e acessível.
“Olha, está sendo maravilhoso! Já passaram várias crianças aqui das escolas, folhearam o livro e se encantaram… Eu achei este espaço maravilhoso! Fiquei encantada e aprendi sobre o ‘Baobá do Conhecimento’, localizado aqui na praça — muito legal. Achei um espaço criativo e propício para receber os escritores como eles merecem. Todos merecemos”, concluiu.
Sobre a Bienal
A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é realizada pela Universidade Federal de Alagoas e pelo governo de Alagoas, com correalização da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes) e patrocínio do Senac e do Sebrae Alagoas.
Sob a curadoria do professor Eraldo Ferraz, diretor da Edufal, o maior evento cultural e literário do estado também tem como parceiros a plataforma de eventos Doity, a rede de Hotéis Ponta Verde, o Sesc, a Prefeitura de Maceió por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), além das secretarias de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), de Turismo (Setur) e de Comunicação (Secom) de Alagoas.
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