Autores independentes são destaque da praça de autógrafos
Centenas de autores farão lançamentos de suas obras literárias até o dia 9 de novembro
Ryan Charles - estudante de jornalismo / Renner Boldrino - fotógrafo
Um dos momentos mais aguardados de todas as edições da Bienal Internacional do Livro é a praça de autógrafos dedicada aos autores independentes. Nesta 11ª edição, o evento, que começou na última sexta-feira (31), segue até 9 de novembro no Centro de Convenções de Maceió, vai receber centenas de lançamentos.
As sessões começam às 10h (de Brasília), com novos autores a cada duas horas, e a última acontece das 19h30 às 21h30. Localizada no “coração” simbólico do evento, a praça já reuniu mais de 30 autores no primeiro dia, promovendo uma troca direta com o público sobre o processo criativo por trás de cada obra.
José da Boa Morte retorna à Bienal pela terceira vez para lançar a 144ª edição da “Revista Cultural Arte e Poesia”, que homenageia o ilustre autor alagoano Jorge de Lima. Natural de Salvador, Bahia, José abraçou Alagoas e celebra a oportunidade de participar mais uma vez do maior evento literário e cultural do estado.
“A proposta do meu livro é valorizar a cultura e a arte do povo nordestino e, graças a Deus, tive a oportunidade de ser selecionado para apresentar esta edição aqui na Bienal mais uma vez. E, como todos os anos, minhas expectativas são as melhores”, conta o autor.
Entre os estreantes no evento está Juan Novaes, de 18 anos. Poeta e amante da leitura, Juan reúne seus textos no livro “Sombras das Almas - Versos da Melancolia” e enxerga a participação na Bienal como uma experiência transformadora. “Está sendo uma oportunidade imensa! Estou um pouco ansioso, claro, porque é a minha primeira vez, mas está sendo uma experiência ótima. Não tenho como agradecer a presença de todo mundo que passou por aqui”, exclamou o jovem autor.
A professora Maria Alice dos Santos, autora do livro “Decolonizando o Ensino de Literatura na Escola: Adoção de Práticas do Letramento Racial Crítico Através de Autoras Negras Brasileiras”, também compartilhou sua alegria em lançar a primeira obra justamente nesta edição, cujo tema dialoga diretamente com a proposta do livro.
“No Brasil, a gente torna-se negro porque a estrutura faz com que a gente negue a própria identidade. Tornar-se negro é um ato político a partir do momento em que tomamos consciência do nosso lugar político e social, e de como essa estrutura nos impõe limites e desafios. Lançar este livro na Bienal de Alagoas é uma alegria imensa e uma grande oportunidade. Já estive aqui outras vezes, como visitante e com alunos, e agora poder estar como autora é muito especial”, afirmou Maria Alice.
Para quem não pôde estar presente neste sábado (1), novos autores estarão recebendo o público para autógrafos no domingo (2). Vale ressaltar que podem ocorrer até oito lançamentos, simultaneamente, a cada duas horas. Os títulos são temas que atraem um público variado, desde romances a livros infantis. Não fique de fora!
Sobre a Bienal
A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é realizada pela Universidade Federal de Alagoas e pelo governo de Alagoas, com correalização da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes) e patrocínio do Senac e do Sebrae Alagoas.
Sob a curadoria do professor Eraldo Ferraz, diretor da Edufal, o maior evento cultural e literário do estado também tem como parceiros a plataforma de eventos Doity, a rede de Hotéis Ponta Verde, o Sesc, a Prefeitura de Maceió e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), além das secretarias de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), de Turismo (Setur) e de Comunicação (Secom) de Alagoas.
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