Lançamentos mostram força e diversidade na produção literária alagoana
Temas passam pela participação de Alagoas na independência do Brasil à discussão sobre fotografia, educação infantil e linguística
Paulo Canuto - jornalista / Jônatas Medeiros - fotógrafo
A produção literária em Alagoas continua em vibrante em efervescência e a tarde do domingo (2) foi marcada por mais lançamentos no Quilombo Literário da Editora da Universidade Federal de Alagoas (Edufal). Na ocasião, os livros lançados para o público contam com temas dos mais variados que passam pela participação de Alagoas na independência do Brasil à discussão sobre fotografia, por exemplo.
Um deles foi a obra Alagoas na história da independência do Brasil (1818 - 1824) do professor de História da Universidade Federal de Alagoas, Gian Melo. O livro em questão trata-se da documentação dos primeiros livros do governo de Alagoas, desde a sua implementação em 1818, ano da emancipação do Estado de Pernambuco e chagada de Sebastião Francisco de Melo e Póvoas, primeiro governador da ainda capitania, criada pelo decreto de Dom João VI, separando Alagoas de Pernambuco.
"Esse livro, na verdade, eu tô chamando ele de presente, meu e que eu estou devolvendo para Alagoas, porque esse mês eu estou completando 15 anos aqui no estado, e eu me senti na obrigação de fazer esse livro, foi uma documentação que me achou e não o contrário", contou o professor.
Ele contou que o livro percorreu todo o processo de mudança de Capitania de Alagoas para província no período de 1818 indo até o ano de 1824 - esse, em especial, por conta da Confederação do Equador, movimento revolucionário e emancipacionista de cunho republicano e separatista entre os monarquistas e os liberais, que apesar de ter acontecido em Pernambuco, teve forte participação alagoana.
Diversidade temática
Outras quatro obras “viram a luz do dia” nesta tarde. Uma delas foi Fotografia por vir, o que clicar? de Francisco Oiticica, obra essa oriunda de um projeto iniciado no período da pandemia com os alunos de Francisco e que se estendeu culminando nessa obra que trata da busca pela fotografia de amanhã.
A educação infantil também fez parte com a obra Leitura e escrita na educação infantil: concepções, práticas e formação docente, organizado por Yana Gomes, Flávia Colen Meniconi e Jânio Santos. O objetivo da obra é apresentar resultados de pesquisas, estudos e reflexões sobre as diversas abordagens do ensino da leitura e da escrita, desde a análise cuidadosa de materiais didáticos, até reflexões instigantes sobre a formação de professores e as práticas que realmente fazem a diferença em sala de aula.
Já o livro Escrita de violência na literatura alagoana, organizado pelo professor da Ufal, Márcio Ferreira, é fruto de cinco trabalhos de seus alunos do Programa de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) e trata de questões de violência em alguns autores alagoanos como Graciliano Ramos, Breno Acioli e Lêdo Ivo.
Por fim, a obra Linguística Aplicada em cena: interlocuções contemporâneas, organizada por Catia Pitombeira e Sérgio Ifa, reúne reflexões teórico-prático-metodológicas colocando em diálogo linguagem, educação e transformação social sob uma perspectiva crítica e inter e transdisciplinar. Os capítulos articulam políticas linguísticas, multiletramentos, decolonialidade e letramento étnico-racial, afetividade, inteligência artificial e epistemologia da complexidade, fazendo um convite à reflexão, ação e comunicação entre algumas áreas do saber a partir de práticas pedagógicas inovadoras e inclusiva.
Sobre a Bienal
A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é realizada pela Universidade Federal de Alagoas e pelo governo de Alagoas, com correalização da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes) e patrocínio do Senac e do Sebrae Alagoas.
Sob a curadoria do professor Eraldo Ferraz, diretor da Edufal, o maior evento cultural e literário do estado também tem como parceiros a plataforma de eventos Doity, a rede de Hotéis Ponta Verde, o Sesc, a Prefeitura de Maceió por meio da Secretaria Municipal da Educação (Semed) e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), além das secretarias de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), de Turismo (Setur) e de Comunicação (Secom) de Alagoas.
Acompanhe as novidades da Bienal 2025 por meio do site oficial e também pelas redes sociais com o perfil @bienaldealagoas no Instagram, Threads e Facebook.