Leitura e fé cristã também fazem parte da diversidade do evento
Duas editoras já reconhecidas no estado chamam atenção dos que buscam aprender mais sobre suas religiões
Ryan Charles - estudante de Jornalismo / Renner Boldrino - fotógrafo
Entre a diversidade de gêneros encontrados na 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas, há também espaços reservados para os tipos de fé. Entre elas, duas editoras, já reconhecidas no evento, reafirmaram sua presença nesta edição: as livrarias Paulus e Paulinas, que reúnem os principais títulos relacionados à fé cristã e convidam o público a se aprofundar no universo da literatura que aproxima as pessoas de suas crenças.
A editora e livraria Paulinas é um nome esperado todos os anos na Bienal. Há mais de 30 anos no estado, eles participam do evento desde a primeira edição. No estande, encontram-se obras de cunho religioso e sazonais, mas, além disso, em convergência com o tema desta 11ª edição, o espaço também recebeu livros e autores que reforçam essa conexão.
“Trouxemos alguns livros da literatura Paulinas que falam sobre essa ligação entre Brasil e África. Tivemos uma oficina com um de nossos autores, que é nigeriano e vive no Brasil há algum tempo. Ele trabalha em escolas públicas de São Paulo e falou sobre contação de histórias por meio dos contos africanos, mostrando como essa metodologia envolve alunos, professores e toda a comunidade escolar”, explicou o colaborador da livraria, Jefferson Oliveira.
Ele destacou que a recepção do público tem superado as expectativas e que, devido ao grande retorno, a livraria participa fielmente do evento há tantos anos — um impacto que resulta tanto em reconhecimento para a Paulinas quanto em aumento do número de vendas.
“A participação tem grande importância, principalmente para a literatura. Nosso lema é ‘a comunicação é a serviço da vida’, e o livro é uma das melhores maneiras de se comunicar. Participamos para divulgar a livraria e a editora, mas também para receber o retorno do público e ver o quanto a literatura Paulinas faz parte da vida das pessoas ao longo desses 30 anos em Alagoas”, celebrou.
Já a livraria Paulus também busca a evangelização por meio da comunicação, principalmente pela leitura dos livros. Diferente da Paulinas, ela participa pela segunda vez da Bienal, mas tem o mesmo objetivo: evangelizar por meio da leitura e da formação.
E tem sido um sucesso! A colaboradora do estande, Rosenilda Moura, contou que muitas pessoas estão conhecendo a editora pela primeira vez e, para elas, a loja serve como espaço de acolhimento e orientação de leitura. Para o evento, trouxeram grandes novidades.
“Trouxemos o documento do Papa Leão, o Dilecti. É um lançamento muito procurado, por ser a primeira encíclica do Papa. Temos também outros títulos, entre eles obras sobre o novo santo Carlos Acutis, incluindo a biografia e o livro escrito pela mãe dele. Tudo isso faz parte da nossa missão: evangelizar e estimular o crescimento espiritual por meio da leitura”, explicou.
Sobre o evento estimular a leitura e abrir espaço para que as pessoas reconheçam sua fé, ela afirmou: “A leitura tem esse poder: não é só um passatempo, é uma forma de aprender, iluminar e direcionar. Acredito que ela ajuda a pessoa a encontrar a verdade”, finalizou.
Sobre a Bienal
A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é realizada pela Universidade Federal de Alagoas e pelo governo de Alagoas, com correalização da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes) e patrocínio do Senac e do Sebrae Alagoas.
Sob a curadoria do professor Eraldo Ferraz, diretor da Edufal, o maior evento cultural e literário do estado também tem como parceiros a plataforma de eventos Doity, a rede de Hotéis Ponta Verde, o Sesc, a Prefeitura de Maceió por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), além das secretarias de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), de Turismo (Setur) e de Comunicação (Secom) de Alagoas.
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