Livro mergulha nos golpes militares da Guiné-Bissau e a luta pelo poder
Livro de professor da Ufal mergulha nos golpes militares da Guiné-Bissau

Livro mergulha nos golpes militares da Guiné-Bissau e a luta pelo poder

Obra assinada pelo professor Vagner Bijagó narra pesquisa que compreende o período de 1980 a 2003

Roberto Amorim - jornalista / Jônatas Medeiros - fotógrafo

Em junho de 1998, o conflito político-militar no Guiné-Bissau marcou profundamente a vida de Vagner Gomes Bijagó, que em 2025 amplia, sistematiza e reflete essas memórias no livro Os golpes militares na Guiné-Bissau – a luta pelo poder no chão de Cabral, lançado no domingo (2), pela Editora da Universidade Federal de Alagoas (Edufal).

A pesquisa que resultou no livro compreende o período de 1980 a 2003. “Neste intervalo temporal, o país sofreu três golpes e nossa análise percorre as condições históricas, sociopolíticas e econômicas subjacentes a cada período em questão”, explicou Bijagó, que no mesmo dia do lançamento recebeu o Prêmio Graciliano Ramos da 11ª Bienal.

“O estudo traz em retrospectiva o processo sócio-histórico da formação do povo guineense desde os impérios e reinos, situa o contexto da colonização portuguesa, bem como a luta pela independência, além de focar as questões relativas à diversidade étnica”, complementou o professor do Núcleo de Ciências Sociais do Campus do Sertão, em Delmiro Gouveia.

Instabilidade política

Dividido em quatro capítulos, a obra traz elementos históricos do país onde nasceu, na África Ocidental, o processo de democratização na África, o intricado processo eleitoral e mergulha, em profundidade, nos antecedentes, contornos externos e consumação dos três golpes militares num período de pouco mais de duas décadas.

Para o professor Arim Soares, Bijagó constrói narrativas históricas, colocando em interação atores, estruturas, temporalidades e espacialidades como arguto historiador que é. “Resta louvar a competência dele ao analisar aspectos tão sensíveis relacionados à realidade política do seu país", contou.

De acordo com Bijagó, Guiné-Bissau tem vivenciado períodos de extrema instabilidade, tanto no aspecto social quanto no político e econômico. “Passou por sucessivos conflitos, gerando instabilidade, assassinatos, deslocamento desordenado da população. Tudo isso gerou a degradação do seu tecido social e aprofundou o empobrecimento do povo”, salientou o pesquisador que também coordena o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi) em Delmiro Gouveia.

Sobre a Bienal

A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é realizada pela Universidade Federal de Alagoas e pelo governo de Alagoas, com correalização da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes) e patrocínio do Senac e do Sebrae Alagoas.

Sob a curadoria do professor Eraldo Ferraz, diretor da Edufal, o maior evento cultural e literário do estado também tem como parceiros a plataforma de eventos Doity, a rede de Hotéis Ponta Verde, o Sesc, a Prefeitura de Maceió por meio da Secretaria Municipal da Educação (Semed) e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), além das secretarias de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), de Turismo (Setur) e de Comunicação (Secom) de Alagoas.

Acompanhe as novidades da Bienal 2025 por meio do site oficial e também pelas redes sociais com o perfil @‌bienaldealagoas no InstagramThreads Facebook.

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