Livros que cabem na palma da mão encantam o público do evento
Figurinha carimbada no evento, estande de editora do Peru se destaca com livros de centímetros e 400 páginas
Kamylla Lima – jornalista | Jônatas Medeiros – fotógrafo
Literatura que cabe na palma da mão – literalmente. A Editora Menores Livros do Mundo, do Peru, chama a atenção na 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas com publicações que medem apenas 6 por 5 centímetros. Com capa dura, lombada arredondada e até 400 páginas, os minilivros encantam o público pela delicadeza e pelo conteúdo completo de clássicos como O Pequeno Príncipe, Hamlet e Dom Quixote. A coleção também inclui livros ainda menores, de 2 por 1 centímetro, e outros um pouco maiores, de 10 por 8 centímetros, mantendo o mesmo padrão de qualidade e leitura integral.
Presente na Bienal de Maceió desde 2009, a livreira peruana Xenia Luz explica que o projeto nasceu com o propósito de aproximar as pessoas da leitura de forma leve e acessível. “A ideia é que a literatura possa caber no bolso e no tempo de cada um. Muita gente volta a ler porque se encanta com o formato, e o pequeno livro acaba despertando grandes emoções”, contou. Além dos títulos em português, o estande também oferece exemplares em espanhol, inglês, francês e italiano,m. Os preços são acessíveis: os minilivros custam de R$ 2 a R$ 15 reais.
O público abraçou a proposta e muitos visitantes já se tornaram colecionadores. A proposta da editora vai além do tamanho dos livros, funciona também como um convite para que crianças, adolescentes e adultos se desconectem das telas e redescubram o hábito da leitura. “Muita gente hoje vive no celular, mas é essencial que tenham livros nas mãos. Com esses minilivros, conseguimos despertar o interesse de pessoas que antes não se interessavam por leitura”, explicou Xenia.
Entre os admiradores está o juiz e historiador Claudemir Avelino, que frequenta as bienais desde as primeiras edições. Apaixonado por literatura, ele é dono de uma biblioteca com cerca de 25 mil livros e é o único alagoano com o título de membro da Confraria dos Bibliófilos do Brasil. “Esses minilivros são um estímulo para a leitura e um presente para quem ama o conhecimento. A gente percebe o brilho nos olhos das crianças, e isso renova a esperança em um futuro mais leitor e mais justo”, destacou.
Sobre a Bienal
A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é realizada pela Universidade Federal de Alagoas e pelo governo de Alagoas, com correalização da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes) e patrocínio do Senac e do Sebrae Alagoas.
Sob a curadoria do professor Eraldo Ferraz, diretor da Edufal, o maior evento cultural e literário do estado também tem como parceiros a plataforma de eventos Doity, a rede de Hotéis Ponta Verde, o Sesc, a Prefeitura de Maceió por meio da Secretaria Municipal da Educação (Semed) e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), além das secretarias de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), de Turismo (Setur) e de Comunicação (Secom) de Alagoas.
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