Monitores garantem eficiência e acolhimento durante evento
Samy Dantas (centro) coordena equipe de monitores do evento - Foto: Renner Boldrino

Monitores garantem eficiência e acolhimento durante evento

Ao todo, 94 estudantes ajudam na logística, programação, produção e atendimento às escolas durante as visitações

Janaína Farias - jornalista / Renner Boldrino - fotógrafo

Durante a 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas, a equipe de monitoria tem desempenhado um papel essencial para o bom funcionamento do evento. Coordenados pelo produtor cultural Samy Dantas, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), 94 estudantes atuam em diversas frentes, garantindo suporte logístico, produção, acolhimento ao público e acompanhamento das atividades culturais e literárias.

Segundo o coordenador, os monitores estão distribuídos em turnos de manhã, tarde e noite, desde a abertura até o encerramento da Bienal. “Sem o grupo de monitores, a Bienal não conseguiria ter a funcionalidade e o dinamismo que a gente consegue dar por conta desse suporte”, afirmou Samy Dantas.

Ele destacou ainda o comprometimento e o senso de pertencimento dos estudantes como elementos fundamentais para o sucesso da programação.

“Eu acho que com o comprometimento, o senso de pertencimento que eles começam a ter a partir do primeiro dia é o que mais move e faz com que tudo consiga dar certo. É o senso de pertencimento deles no ponto de entenderem a importância que eles têm para se doar, para se comprometer, para chegar no horário, para ter esse senso de pertencimento e responsabilidade. Com tudo isso aqui conseguem fazer com que as coisas caminhem bem”, afirmou Samy.

Experiência marcante

Além da importância operacional, o trabalho de monitoria tem proporcionado uma vivência marcante para os participantes. Para Samy, a experiência é única: “Eles participam de um evento grandioso, o maior evento literário e cultural do estado e um dos maiores do Nordeste, realizado por uma universidade pública e de forma gratuita”, ressaltou ao dizer que os estudantes convivem com diferentes públicos, de escolas do interior e particulares até pessoas com deficiência, idosos e crianças, o que amplia o aprendizado e a empatia.

Atuação variada

Os monitores atuam em diversos setores, como Central de Informações, acolhimento de escolas, recepção de palestrantes, salas de atividades, bastidores do teatro e camarins, além de oferecer apoio técnico e operacional. Alguns deles assumem funções de liderança e supervisão, com bolsas de responsabilidade diferenciadas.

Samy Dantas também exemplificou um episódio que demonstra o comprometimento coletivo dos jovens. “Ontem, por exemplo, os semáforos da Avenida Fernandes Lima estavam intermitentes e alguns monitores se atrasaram. Mesmo assim, os que chegaram no horário conseguiram, juntos, cobrir todos os espaços e garantir o início da programação”, relembrou.

Trabalhando de forma integrada, os monitores mantêm contato constante por rádios e grupos de mensagens, assegurando a agilidade na comunicação entre as equipes.Para Samy, a experiência vai além da rotina técnica: “Trabalhar com o ser humano é desafiador, mas é uma delícia. São 94 pessoas, cada uma com suas especificidades, medos e aprendizados, e é gratificante ver o crescimento delas a cada dia”, revelou.

Monitoria

A monitora Renata Borges, estudante de Letras Libras, destaca a importância da acessibilidade e da inclusão no atendimento ao público durante a Bienal. Atuando pela segunda vez no evento, desta vez como supervisora da equipe de acolhimento, ela conta que a experiência tem sido enriquecedora tanto profissional quanto pessoalmente.

“Está sendo uma experiência incrível, pela segunda vez como monitora e agora como supervisora da equipe de acolhimento. A gente atende ao público diariamente, inclusive na questão de Libras, sempre recepcionando e orientando o público, sempre direcionando para que o trabalho flua de maneira perfeita”, afirmou, ao chamar atenção para a questão da inclusão e do atendimento ao surdo, onde seu trabalho faz toda a diferença.

“O trabalho da equipe faz toda diferença ao garantir o direito de inclusão. Enquanto aluna de letras de libras, vivi sempre na luta de acolher e atender a comunidade surda, respeitando e garantindo o direito linguístico das pessoas surdas”, concluiu.

Sobre a Bienal

A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é realizada pela Universidade Federal de Alagoas e pelo governo de Alagoas, com correalização da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes) e patrocínio do Senac e do Sebrae Alagoas.

Sob a curadoria do professor Eraldo Ferraz, diretor da Edufal, o maior evento cultural e literário do estado também tem como parceiros a plataforma de eventos Doity, a rede de Hotéis Ponta Verde, o Sesc, a Prefeitura de Maceió por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), além das secretarias de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), de Turismo (Setur) e de Comunicação (Secom) de Alagoas.

Acompanhe as novidades da Bienal 2025 por meio do site oficial bienal.ufal.br/2025 e também pelas redes sociais com o perfil @‌bienaldealagoas no Instagram, Threads e Facebook.

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