'O pato é pop': adereço viraliza entre público e se torna símbolo do evento
Usados por pessoas de todos os gêneros e idades, patinhos se tornaram febre da edição de 2025 e fazem a festa dos expositores
Fabiana Barros - jornalista / Adriano Arantos - fotógrafo
O que esperar de uma feira literária? Estandes de diversas editoras, mesas-redondas, palestras, autógrafos dos escritores admirados, bate-papos, seminários, lançamentos, praça de alimentação... e patos. Sim, caro leitor, você leu corretamente. Os patos estão literalmente na cabeça do público da 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas, que acontece no Centro de Convenções Ruth Cardoso até o próximo dia 9 de novembro.
O adereço virou febre entre os visitantes de todas as idades. Dentro da feira, o objeto está sendo comercializado por R$5, o que garante a felicidade de quem compra e, mais ainda, de quem vende.
Um grupo de estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Zumbi dos Palmares, do município de Branquinha, esteve na Bienal na tarde desta terça-feira (4). Rapidamente, boa parte comprou o patinho. Ao serem perguntados sobre o porquê de usar o adereço, foi quase um coral: “A gente viu as pessoas usando, achou legal e comprou”, afirmaram os estudantes.
A maioria desses estudantes da Escola Municipal Zumbi dos Palmares escolheu o patinho de óculos esportivo. Sim, há tipos diferentes e cada um com seu charme. Já o aluno Allef Jonh escolheu outro modelo. “Achei legal o chapéu do Chico Bento do Sertão do pato. Por isso, escolhi esse”, afirmou.
Não satisfeita apenas com um patinho na cabeça, a estudante do curso de Letras da Ufal, Karine Lopes, aderiu à modinha com dois patinhos em seu penteado — um com lacinho e outro com chapéu. “Bom, eu comprei porque achei muito bonitinho, né? Eu vi todo mundo usando. E aí fui procurar a história do patinho. Vi que era algo relacionado com cabelo maluco, que viralizou e tal. Achei interessante e comprei”, comentou Karine.
Sobre como o patinho viralizou, é outra pauta. Existem várias histórias. O que importa mesmo é que a modinha pegou entre crianças, adolescentes e adultos, independentemente de gênero, cor ou crença — o que se identifica com a proposta da Bienal, que é um espaço para todos.
Faturamento
O expositor catarinense da Papelaria Criativa, Matheus Matzin, comemora, pois já vendeu mais de 5 mil patinhos somente até o início da tarde desta terça-feira. Segundo ele, o “patinho literário” vem sendo um sucesso desde a Bienal do Rio de Janeiro. “O patinho vem rodando todo o Brasil e virou a tendência do momento. Graças a Deus, o patinho está saindo bem”, comemorou.
Para Matheus, a história do patinho chegou por meio das bandas coreanas. “Fizeram um vídeo que estourou na internet, em que o próprio coreano utilizou um patinho desses. E desde então, quando entrou na Bienal e nas feiras literárias, foi o estouro do patinho, porque, até então, ele não era conhecido”, contou.
A poucos metros da Papelaria Criativa, no estande da BookOutlet, o repositor e atendente Carlos Daniel Azevedo Reis, 25 anos, também surfou na onda do patinho. “Esses patinhos viraram um símbolo da Bienal. A pessoa pergunta: ‘Por que você está com esse patinho?’ Ninguém sabe explicar. Só sabe que todo mundo seguiu essa mesma ideia. Achei uma coisa bem legal”, disse.
Sobre a Bienal
A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é realizada pela Universidade Federal de Alagoas e pelo governo de Alagoas, com correalização da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes) e patrocínio do Senac e do Sebrae Alagoas.
Sob a curadoria do professor Eraldo Ferraz, diretor da Edufal, o maior evento cultural e literário do estado também tem como parceiros a plataforma de eventos Doity, a rede de Hotéis Ponta Verde, o Sesc, a Prefeitura de Maceió por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), além das secretarias de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), de Turismo (Setur) e de Comunicação (Secom) de Alagoas.
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