Oficina de letramento indigena trouxe reflexão e aprendizado
Ação fez parte do 9º Encontro Nacional do Nesem que integrou a Bienal 2025
Ryan Charles - estudante de Jornalismo / Renner Boldrino - fotógrafo
A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas vem sendo palco do 9º Encontro Nacional do Núcleo Escravidão e Sociedade na Época Moderna (Nesem), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Nesta edição, o evento trouxe o tema Entre Laços e Heranças — Histórias da África e Brasil, em congruência à tematica da Bienal e promoveu, nesta terça (5), a oficina Letramentos Indígenas: histórias, literaturas e culturas na sala de aula, ministrada pelo professor e amazônida do povo Guarani, Aly Orellana.
A oficina teve o objetivo de quebrar paradigmas e fortalecer a discussão étnico-racial, a oficina abordou caminhos para garantir o ensino da história e das culturas indígenas conforme a Lei 11.645/2008. Na ocasião, Orellana contou que o principal desafio para que está lei seja, de fato, viabilizada é a falta de espaços de escuta para a troca de saberes.
“Muitos professores e escolas ainda não têm clareza sobre como implementá-la. Por isso, trago algumas reflexões e também materiais que podem ajudar esses educadores a trabalhar a temática de maneira diversa e plural, valorizando as várias etnias e línguas existentes no Brasil” reafirmou.
Para a professora e participante da oficina, Érica Abreu, a proposta dialoga diretamente com o tema central da Bienal, ao mesmo tempo em que aprofundou e ampliou o debate sobre o letramento indígena na sociedade, especialmente no contexto alagoano, onde há uma rica diversidade étnica.
“É uma temática bastante relevante e atual - tanto do ponto de vista educacional quanto social e cultural. Como professora, considero o tema essencial, e como cidadã também, porque ele representa um movimento democrático de visibilizar e valorizar essa parcela da população que agora começa a conquistar mais espaço e reconhecimento social e cultural”, afirmou Érica.
Para Aly Orellana é uma grande oportunidade trazer essa discussão para Alagoas e quebrar esse olhar ainda reducionista sobre sua cultura. “Quando falamos das populações indígenas, é essencial ampliar essa discussão para o público de Alagoas e de todo o Brasil, já que temos aqui participantes de vários estados. Então é sempre uma grande oportunidade falar sobre esse assunto que, na minha visão, ainda é pouco debatido”, finalizou.
Sobre a Bienal
A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é realizada pela Universidade Federal de Alagoas e pelo governo de Alagoas, com correalização da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes) e patrocínio do Senac e do Sebrae Alagoas.
Sob a curadoria do professor Eraldo Ferraz, diretor da Edufal, o maior evento cultural e literário do estado também tem como parceiros a plataforma de eventos Doity, a rede de Hotéis Ponta Verde, o Sesc, a Prefeitura de Maceió por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), além das secretarias de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), de Turismo (Setur) e de Comunicação (Secom) de Alagoas.
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