Ancestralidade: turbante ressalta força e conexão da mulher negra
Oficina é promovida pela Olegário Turbantes como parte da programação da Bienal
Paulo Canuto - jornalista / Renner Boldrino - fotógrafo
Brasil e África ligados culturalmente nos seus ritos e raízes. Esse é o tema da 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas que também tem como frentes o combate ao racismo, intolerância religiosa e também o empoderamento feminino. Pensando nisso, o evento promove uma série de Oficinas de Turbantes, que acontecerá durante vários dias, como parte da programação da Bienal.
Ao trazer a cultura dos turbantes para dentro da Bienal 2025, Tereza Olegário busca, com série de oficinas não só apresentar o acessório, mas mostrar uma outra perspectiva sobre ele, pois ressaltar a força da mulher é necessário dentro de uma sociedade ainda extremamente machista e o turbante vem para mostrar que ele é mais que um acessório: ele é um instrumento de resistência.
“É para mim muito gratificante trazer a oficina de Turbantes para dentro da Bienal do Livro, principalmente por ser uma preta da periferia de Maceió, né? E ainda mais no mês alusivo ao mês da consciência negra, o que torna tudo mais simbólico”, contou a afro empreendedora, oficineira e palestrante.
Ela contou ainda que é muito importante ter esse debate sobre a intolerância religiosa, do combate ao preconceito, racismo e trabalhar principalmente o empoderamento da mulher negra, “muitas vezes somos silenciadas pela forma do nosso cabelo, e que a gente às vezes têm que até alisar por vergonha, por preconceito”, disse.
Evento para todos os públicos
O momento reuniu participantes de todas as idades, desde crianças de colo, até idosos, onde ela pode mostrar um pouco dessa cultura que remonta a época da escravidão.
“Fiquei muito feliz pelos convites que recebi para ministrar essas oficinas, o que mostra o quanto o nosso trabalho é tão valioso, né? E quando eu faço uma oficina de turbantes, eu não coloco apenas um pano na cabeça, vai além, é a nossa coroa. E dentro dessas oficinas, desses stands, eu sempre fiz questão de falar isso para as pessoas, e hoje não foi diferente?”, ressaltou Olegário.
Confira a programação das Oficinas:
2/11: Estande da Secult
4, 5, 6/11: Estande da Prefeitura Municipal de Maceió
7/11: Estande do Poder Judiciário
8 e 9/11: Estande da Secult
Sobre a Bienal
A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é realizada pela Universidade Federal de Alagoas e pelo governo de Alagoas, com correalização da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes) e patrocínio do Senac e do Sebrae Alagoas.
Sob a curadoria do professor Eraldo Ferraz, diretor da Edufal, o maior evento cultural e literário do estado também tem como parceiros a plataforma de eventos Doity, a rede de Hotéis Ponta Verde, o Sesc, a Prefeitura de Maceió por meio da Secretaria Municipal da Educação (Semed) e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), além das secretarias de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), de Turismo (Setur) e de Comunicação (Secom) de Alagoas.
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