Vice-reitora da Ufal destaca a importância da Bienal para a sociedade
Segundo Eliane Cavalcanti, o evento traz as pessoas da invisibilidade; “As pessoas existem e elas estão aqui”
Fabiana Barros - jornalista / Adriano Arantos - fotógrafo
Em entrevista concedida à Rádio Ufal nesta segunda-feira (3), a vice-reitora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Eliane Cavalcanti, falou da satisfação de viver este momento da realização da 11ª Bienal Internacional do Livro. A docente destacou o desafio e o que representa realizar um evento de grande porte e de conhecimento infinito, como é o caso da Bienal, que acontece a cada dois anos. O estúdio da Rádio Ufal está funcionando no Centro de Convenções Ruth Cardoso para acompanhar de perto a programação do evento.
Na oportunidade, em entrevista aos jornalistas Lenilda Luna e Carlos Madeiro, Eliane destacou que a missão da Ufal é propiciar uma formação de qualidade para a população. Ela destacou que a universidade não faz ciência apenas para uma pequena classe.
“A gente produz ciência para a Ana Maria (Gonçalves) e para a dona Joana. Por isso que a nossa casa é aberta. Por isso, quando a gente diz que esse território (referindo-se à Bienal) proporciona conhecimento, é porque o povo faz parte de tudo isso”, afirmou.
Eliane defendeu a universalização da cultura, do conhecimento de pessoas e de formas de agir. Para ela, a humanidade é para todos, independente de fé, cor de pele ou classe social.
“Então, essa Bienal veio trazendo essa pegada, esse olhar, veio trazendo as pessoas da invisibilidade. A cortina de fumaça acabou. As pessoas existem e elas estão aqui, no espaço que é delas. Isso é muito importante”, destacou.
Reconhecimento
Em um determinado trecho da entrevista, a vice-reitora fez questão de destacar a relevância de parceiros importantes, pois, segundo ela, a Ufal sozinha não teria condições de realizar a Bienal. Além dos parceiros, Eliane ressaltou a dedicação das pessoas envolvidas no evento.
“Temos pessoas abnegadas, como os nossos servidores, que vestem a camisa, que ficam aqui, que lutam também junto conosco. Então, gratidão a todas as pessoas que se dispuseram a sonhar conosco este momento”, afirmou.
A temática da Bienal 2025 é: Brasil e África ligados culturalmente nos seus Ritos e Raízes, o que faz total conexão com a formação do Brasil.
“O nosso país é formado por isso: por culturas diferenciadas, por pessoas que trazem o seu patrimônio, o seu fazer diário, para dentro da nossa casa e nos mostram muita coisa. Nos mostram uma cura, nos mostram um entendimento, nos dão um olhar diferente”, afirmou Eliane, reforçando que a nossa origem e a nossa brasilidade é a africana.
No mesmo dia da entrevista, a vice-reitora cumpriu agenda em Arapiraca, em uma ação referente à campanha do Outubro Rosa, e recebeu o desafio de realizar uma Bienal do Livro naquele município. “Por que não fazer uma Bienal lá? É uma provocação boa. Tem muitos jovens que queriam estar aqui”, comentou.
Sobre a Bienal
A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é realizada pela Universidade Federal de Alagoas e pelo governo de Alagoas, com correalização da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes) e patrocínio do Senac e do Sebrae Alagoas.
Sob a curadoria do professor Eraldo Ferraz, diretor da Edufal, o maior evento cultural e literário do estado também tem como parceiros a plataforma de eventos Doity, a rede de Hotéis Ponta Verde, o Sesc, a Prefeitura de Maceió por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), além das secretarias de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), de Turismo (Setur) e de Comunicação (Secom) de Alagoas.
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