Moda afro e empreendedorismo em destaque no evento
Moda afro e empreendedorismo ganham destaque no evento

Moda afro e empreendedorismo em destaque no evento

Estampa, tecidos e modelagens carregam histórias que atravessam gerações

Janaina Farias – jornalista / Renner Boldrino – fotógrafo

A influência africana na moda brasileira e o fortalecimento do empreendedorismo afro tem cada vez mais ganhando destaques ao unir tradição e inovação. Essa proposta que traz estampa, tipos de tecido e modelagem carrega histórias que atravessam gerações destacando beleza e diversidade cultural. É o que propõe a empreendedora, Equitânia da Silva, que trouxe para a Bienal, vários produtos da sua loja Studio Afro Guiné Bissau.

Pioneira no segmento em Maceió, ela se destaca por unir tradição, identidade e estilo em suas criações. Natural da África é formada na área de Turismo e atua há dez anos no ramo de cabelos afro, roupas, tecidos e acessórios africanos, levando ao público alagoano um pouco da riqueza cultural do continente.

“Quando eu comecei a participar dos eventos, eu vestia minhas próprias peças de roupa africana. Aí comecei a descobrir outros públicos, mulheres negras e também mulheres que não são negras, mas se identificavam com a moda africana. Foi então que decidi abrir a primeira loja de roupa africana aqui em Maceió”, contou a empreendedora.

Segundo ela, o reconhecimento do público e a demanda crescente levaram à expansão do negócio. “Chegou o momento em que outros públicos queriam peças com o toque africano. Aí comecei a mesclar tecidos nacionais com tecidos africanos e bombou”, afirmou Equitânia.

União entre estilo e vivências

A empreendedora diz que participa de vários eventos, tanto desfiles de moda africana quanto de tranças. Para ela, essa é uma forma de levar um pouco da África para o público como uma forma de representar e valorizar suas origens: “É sobre empoderamento, resistência, força e identidade. Quero que a nova geração se identifique conosco, pra mim este evento é muito bom”, destacou.

No mercado há 10 anos, ela ressalta que todo dia conquista novos públicos, tanto mulheres brancas que se identificam com roupas africanas quanto de mulheres negras que estão na fase da aceitação e aquelas que já aceitaram que são mulheres negras.

Atualmente, Equitânia mantém uma loja física no bairro do Jacintinho, onde continua a vender coleções que unem cultura, beleza e representatividade. “Conquistei mulheres brancas que se identificam com a moda africana e mulheres negras em diferentes fases de aceitação. Isso me faz ter certeza de que escolhi o caminho certo”, concluiu.

Um pouco mais da África em Maceió

Equitânia afirmou que seu público se identifica com suas mercadorias e que é importante participar da Bienal pelo fato de poder trazer um pouco da história e um pouco do conhecimento africano para o povo alagoano, onde considera ser um grande privilégio. 

“Participar da Bienal está sendo um grande privilégio, pois é a oportunidade de poder compartilhar o ensinamento que trouxe de meu país, um pouco da herança de minhas avós e a tradição transmitida de mãe para filha e de filha para neta”, destacou.

Sobre a Bienal

A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é realizada pela Universidade Federal de Alagoas e pelo governo de Alagoas, com correalização da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes) e patrocínio do Senac e do Sebrae Alagoas.

Sob a curadoria do professor Eraldo Ferraz, diretor da Edufal, o maior evento cultural e literário do estado também tem como parceiros a plataforma de eventos Doity, a rede de Hotéis Ponta Verde, o Sesc, a Prefeitura de Maceió por meio da Secretaria Municipal da Educação (Semed) e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), além das secretarias de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), de Turismo (Setur) e de Comunicação (Secom) de Alagoas.

Acompanhe as novidades da Bienal 2025 por meio do site oficial e também pelas redes sociais com o perfil @‌bienaldealagoas no Instagram, Threads e Facebook.

Correalização

Realização

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