Senac e a moda afro como pertencimento e identidade
Em roda de conversa, Senac destaca moda afro como pertencimento e identidade

Senac e a moda afro como pertencimento e identidade

Instrutora de moda Larissa Lins frisou a importância de conversar sobre o assunto durante a Bienal

Janaina Farias – jornalista / Renner Boldrino - fotógrafo

A moda afro como um espaço de identidade, pertencimento e valorização cultural. Foi o que frisou a instrutora de moda do Senac Alagoas, Larissa Lins, que também destacou a importância de se discutir sobre o tema na 11ª Bienal Internacional do Livro, que carrega nesta edição o mote Brasil e África ligados culturalmente em seus Ritos e Raízes.

“A moda africana é riquíssima e valiosa, mas ainda é pouco valorizada e tem pouca visibilidade no cenário mundial. Por isso, a gente luta para sermos vistos, reconhecidos e valorizados”, afirmou, ao comentar ainda que moda africana é referência na moda afro-brasileira e traz pertencimento, de luta, de valorização cultural. 

Na Bienal, segundo Larissa, o Senac promoveu uma roda de conversa para debater ainda mais o tema e convidou a empreendedora Rosilea Viana, que é proprietária de uma loja de moda afrocentrada, que trabalha com tecidos africanos como a capulana, que vem lá de Moçambique. Ela apresentou a proposta de sua nova coleção conhecida como Realeza Cotidiana, inspirada na força e na elegância da mulher negra: “Trabalho com tecidos africanos como a capulana, que é 100% algodão e vem de Moçambique”, explicou.

Rosilea também ressaltou a importância de conhecer a origem dos tecidos. “Cada estampa tem uma história, um significado. É importante usar com consciência e entender que há uma herança cultural muito rica por trás de cada peça”, destacou.

Para ela, estar na Bienal é essencial para dar voz a esse público. “A gente não tinha voz e hoje a gente tem muitas marcas, inclusive a minha, que vem trazendo essa, dando essa relevância na a moda, com referência na África”, destacou a empreendedora. 

Sobre a Bienal

A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é realizada pela Universidade Federal de Alagoas e pelo governo de Alagoas, com correalização da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes) e patrocínio do Senac e do Sebrae Alagoas.

Sob a curadoria do professor Eraldo Ferraz, diretor da Edufal, o maior evento cultural e literário do estado também tem como parceiros a plataforma de eventos Doity, a rede de Hotéis Ponta Verde, o Sesc, a Prefeitura de Maceió por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), além das secretarias de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), de Turismo (Setur) e de Comunicação (Secom) de Alagoas.

Acompanhe as novidades da Bienal 2025 por meio do site oficial bienal.ufal.br/2025 e também pelas redes sociais com o perfil @‌bienaldealagoas no InstagramThreads e Facebook.

Correalização

Realização

Patrocínio Cultural